Na crônica anterior, falei sobre o histórico Bar Carletto, refúgio de intelectuais de Poços de Caldas, e em cujo salão havia um quadro da Santa Ceia. Lá, cotidianamente se reuniam poetas e escritores que se tornaram inesquecíveis.
Tempos depois, a “Santa Ceia” foi tendo seus membros renovados. Mudou-se para outros bares e cafés da cidade. Nos últimos tempos antes da pandemia, a mesa era formada por jornalistas, radialistas, esportistas e até músicos. O grupo reunia-se todas as quintas-feiras, sentados à mesa, do lado de fora da lanchonete Pão de Mel, na rua Prefeito Chagas. Até hoje, alguns ainda comparecem.
Foi quando comecei a frequentá-la todas as semanas, ao lado de meus cunhados, o saudoso Dirceu Porto de Vasconcellos e o irmão Vicente.
Liderada pelo radialista Lázaro Walter Alvisi, e em seguida pelo farmacêutico e cantor Sérgio Lira, o papo rolava solto. Falava-se de futebol, rádio, política.
Como integrante desse grupo, e muito amigo do protagonista, acabei escrevendo o livro “Sérgio Lira e os velhinhos da Santa Ceia", que conta sua história, e um pouquinho daqueles que marcaram presença nas mesas na calçada da lanchonete Pão de Mel.
Entre outros, o então prefeito Sebastião Navarro V. Filho, Orlando Rodrigues, Orlando Gaiga, Francisco Risola, Ronaldo Borghetti, Dr. Paulo Carlini, Dr. Alfredo Barbosa, Dr. Ernesto Vieira Filho, Dito Viviani e Onivaldo H. Ferreira.
Antes frequentada pelos sábios velhinhos da época, hoje com mais jovens no grupo, perdeu um pouco de sua relevância. O assunto tende mais para a política e esporte, que também considero interessante.