02/08/2022 às 16h43min - Atualizada em 02/08/2022 às 16h43min

Não vou para qualquer lugar...

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
FOTOS: Brand-News
Viena - Áustria
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  Dizem por aí que conheço o mundo. E olha que sou um pouco excêntrica. Um exemplo: gosto de comida de avião.
   Aiaiai. Tomara que a Danuza Leão não leia esta coluna. Porque ela vai para Paris toda semana e só aceita água morna durante o voo.
  Bem, voltando ao tema, tem lugares que já tive oportunidade de ir, como Machu Picchu, mas amarelei quase na véspera da viagem. Tenho medo de altura. Fotografias do lugar, já me dão agonia.
  Mais? Tibete, no Himalaia. Aquela subida sem fim, não me atrai nem um pouco.
  Mais um exemplo de minha total aversão a determinados locais: Fernando de Noronha.
  Acho uma vergonha dizer isso, mas, sinceramente, não sou muito chegada à água. Quem me conhece, sabe disso. Rodeada por uma imensidão, então, nem pensar. E viajar até Noronha e ficar só na beirinha d’água, seria um desperdício.
  Pousadas também não me atraem. Diferentemente de minha filha Cláudia, roxa por pousadas rústicas e chics, ela que já encarou perereca no banheiro lá no Pantanal...
  Agora, aqueles bangalôs suspensos do Tahiti, com pequenas piscinas particulares, sonho de consumo de 10 entre 10, hummm...  Ali eu até moraria. E aqueles tahitianos bronzeados, cobertos de colares de orquídeas, barriga de tanquinho, para entregar o café da manhã, num daqueles barquinhos?
  Também acho chato aqueles resorts caríssimos, isolados, com bibelôs nas mesas que não saem do lugar há séculos, gente falando baixinho, as mulheres todas iguais, de vestidos caríssimos de seda e chapéus de abas largas.
  Na agenda, para ocupar tempo, uma palestra feita por algum decorador ou esteticista, para explicar porque estamos assistindo aquela palestra. Não me pega!
  Fazer o quê para espantar o tédio? Acordar madrugadinha para ver os pescadores apanharem peixes na rede, sem poder comprar um mísero robalo? Também, vai fritar aonde? Na cozinha do resort? De salto 15, vestida de Martha Medeiros, o Chanel brigando com o óleo Liza?
 
  Agora, gostar, gostar mesmo, gosto de Nova York, Londres mais ou menos, Praga, Viena, que acho linda, Florianópolis, só para não pensarem que não citei o Brasil, Roma, na ida e na volta de Florença, San Gimignano, onde eu moraria, a chic Estrasburgo, onde quase ninguém vai, mas o Sebastião Navarro foi com a família depois de ler a reportagem no Brand-News, Sydney no verão, Macau, que anda bombando em turismo, e Lisboa, que acho minha cara.
 
  Um país que pretendo conhecer: Japão.
  Destinos que adoro voltar: minha casa, Munique, Viena, Barcelona, Paris, Nova York.
 
  Ah, quase comprei o livro “100 lugares para conhecer antes de morrer”.
  Tá louca? Cada cidade que eu for, vou ter que morrer lá?
  E se morrer em uma destas cidades, quem vai providenciar o cerimonial? Porque quero tudo.
  Centenas de orquídeas, amigas chiquérrimas com lencinhos de renda, para as lagriminhas, trocando endereços de lojas bacanérrimas, e bolsas super em alta, pra lá e pra cá.
  Um Veuve Clicquot circulando, porque, posso ter morrido, mas foi com classe!
 

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