21/06/2022 às 16h14min - Atualizada em 21/06/2022 às 16h14min

Luxo ou risco? Viajar é uma escolha!

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
Fotos: Brand-News
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  Alguns dizem que viajar é um luxo. Outros, um risco, pois deixa-se a zona de conforto, do bem-estar, da segurança da casa.
  Para alguns é um luxo. Para mim, uma escolha.
  Posso pensar em comprar o carro do ano, ou um apartamento tipo puro glamour. Mas minha escolha baseia-se na satisfação, no conhecimento, na cultura.
  Já andei por lugares exóticos, como a Capadócia; belos na sua simplicidade, como Chordeleg, uma cidadezinha nos altos das montanhas do Equador; a superlativa Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
  Já me deslumbrei com o azul do mar da badaladíssima St. Barth; meu coração ficou partido ante as ruínas dos palacetes de Havana; já senti o tremer dos potentes motores de um luxuoso transatlântico, deixando o cais para navegar dias e dias pela imensidão dos mares.
  Já dancei com nativos de uma ilha no Pacífico; passei horas sentada em minhas malas, em uma movimentada praça de Madri, enquanto o Odair procurava um hotel para nos acomodar.
  É luxo? Para mim, é ter liberdade de sair pelo mundo.
  Me emocionei às lágrimas com o inesquecível balé O Lago dos Cisnes, que assisti no suntuoso Teatro Bolshoi, em Moscou. Subi os degraus da Grande Muralha da China. Verdade que não cheguei ao topo, mas já valeu a pena. Ninei no colo um filhote de um coala, no Zoológico de Sydney, na Austrália. Ah, já fui pra lá de Marrakesch!
  E viagens que provocam mudanças de rumo? De estar em Veneza e dar vontade de pegar o próximo trem e embarcar para Liubliana, na Eslovênia, e se apaixonar pela encantadora cidade, com as graciosas pontes brancas no centro da praça?
  Tenho a mesma curiosidade em conhecer e voltar aos lugares. Porque voltar é ter a oportunidade de ser mais observadora, mais criteriosa na escolha da culinária, mais tolerante com horários, observar mais as pessoas, conversar...
  Passar horas em aeroportos? Não me tira o bom humor. Carrego um arsenal de palavras cruzadas e o tempo passa.
  Já paguei mico de me perder em Nova York, e o táxi me deixar em frente ao hotel, a apenas um quarteirão do meu... hotel! Perdi o bom humor? Nada! Tomei uma concha de água de um imenso tacho de estanho à porta da entrada do Templo do Buda de Esmeralda, em Bangcoc. Coisa que até hoje não acredito que fiz! Fé ou loucura? Sei lá, de repente, os dois.
  Comprei elegantes caixas com foie gras d‘Alsace, em Estrasbourg, sul da Alsásia, no Ferme Schmitt. A delícia é uma especialidade da cidade, iguaria predileta do Rei Luís XV, da Rainha Maria Antonieta e da alta aristocracia francesa da época. Ah, meu lado dondoca...
  Mas, voltando à escolha entre o carro, o apartamento ou outro bem material, sei não! Vou deixar para o meio do ano.
  As viagens? Claro que não. Mesmo porque já tenho marcada uma revisitada a Madri e uma semana em Chicago para o imperdível festival de turismo Pow Wow.
  Só? Imagine! Uma praiazinha no começo do ano para pegar uma cor... sei lá. É só a oportunidade bater à porta, e desço minhas malas do armário!
 
Janeiro 2014

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