08/03/2022 às 16h51min - Atualizada em 08/03/2022 às 16h51min

Viajar é a arte do improviso

Lurdinha no centro de Frankfurt, com seu belo e limpíssimo calçamento, e as centenas de bicicletas usadas pelos moradores
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Esta viagem, resolvemos por motivo de milhagem, iniciar por Madri, e depois esticarmos à Segóvia e Ávila (Espanha), Frankfurt (Alemanha), terminando em Zagreb e Samubor, na Croácia.
  Bem, vou colocar um pouquinho de Madri na história, porque não tem como não citar a bela capital espanhola, por mínimo que seja o espaço.
  Em nossa rápida estada, revi o belo pôr do sol, sombreando com um repentino arco íris, do centro da belíssima Plaza Mayor, considerada uma das mais belas do mundo e para onde voltamos muitas vezes, sempre admirando os espanhóis com trajes típicos.
  Fomos ao Museu do Prado para admirar Goya, Rembrandt, Monet...
  Passeamos pela calçada ao redor da Praça de Cibeles, com sua faustosa fonte dedicada à Deusa em sua carruagem em mármore branco.
   Na Madri moderna, a vanguarda é a estrela nas fachadas de delirantes geometrias, com materiais como granito polido, ferro, aço e cimento aparente, fazendo dos projetos arquitetônicos um mosaico pós-moderno. Que, penso eu, Gaudi aprovaria.
  E a vanguardista Madri também apaixona na moda e arte de Zara, o estilista espanhol que tem sua marca nas mais importantes capitais do mundo.
  E chegar a Madri é se encantar primeiro com a arquitetura e arrojo do Aeroporto Barajas, atualmente o mais moderno do continente.
 
   Mas esta crônica vou dedicar à Frankfurt
  Criar laços com cidades que visitamos ao longo das várias viagens, para alimentar com qualidade o Caderno de Turismo do Brand-News, é tarefa das mais gratificantes.
  Uma nos agrada pela cultura, outra pela beleza, outra ainda pela gastronomia. E Frankfurt ganha nesses quesitos.
  Desta vez, com o upgrade da hospedagem no suntuoso Hessischer Hof Hotel, convidados de Jasmim Bischoff, general manager.
  O palacete, pertencente a uma família da nobreza alemã, alia a elegância do mobiliário francês ao requinte de fazer o hóspede se sentir importante.
  Café da manhã com o toque do champagne francês, e o charme da coleção das louças Limoges na prateleira envidraçada do amplo salão. Um bom estímulo para o dia começar bem.


 
  Programa do primeiro dia, por conta da guia portuguesa destacada pelo Departamento de Turismo de Frankfurt para nos mostrar a cidade e seus pontos principais.
  A fria garoa não interferiu nos ânimos e rumamos para a Romer-platz. Que acho uma das mais lindas praças da Europa, com seus edifícios seculares em estilo enxaimel.
  Seguimos para um almoço típico no aconchegante Dauth-Schneider. Cardápio da casa: salsichas brancas com batatas e chucrute. Bebida, imperdível o vinho de maçã, que tem roteiro através das pequenas placas em bronze dourado indicando o Caminho da Maçã. Achei um encanto.
  Bem, viramos a página e fomos conhecer a moderna e polêmica Casa de Ópera. Polêmica por conta da modernidade do projeto, extremamente contemporâneo, com sua fachada de vidro. Mas virou o xodó de Frankfurt. E aliar ópera a um projeto arquitetônico único no mundo é agora motivo de orgulho para a cidade.
  E reservamos umas horinhas para a Casa Gohete. Quatro andares de pura cultura e história na arte da literatura. Tudo perfeitamente ambientado. Fomos educados com nossa guia e não dissemos que já havíamos estado ali em outra ocasião.
  Bem, o frio foi dando lugar a uma temperatura que permitia grandes canecas de chopp sob os ombrelones da Romer-platz. E brindamos à Frankfurt.
  Faltava passear pela Ponte do Amor, repleta de cadeados colocados pelos namorados - que segundo a tradição, após gravarem os nomes jogam as chaves no rio. Um gesto simples, mas incrivelmente belo no todo.
Maio 2014
 
 

 

 
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