22/02/2022 às 15h21min - Atualizada em 22/02/2022 às 15h21min

Zagreb, o piso que faz a diferença

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
FOTOS: Brand-News
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   Zagreb, capital da Croácia, a 200 quilômetros da costa, é a surpresa do turismo descoberto após a separação dos países sérvios.
  Chegamos de trem, o clássico e conhecido truque para economizar uma diária de hotel.
   Nosso hotel, Dubrovink, posso recomendar para amigos exigentes, não tanto pelos metros quadrados do apartamento, mas pelo conforto e localização, no coração da cidade.
   Um banho e já saímos em busca do que viemos procurar: a beleza de Zagreb e seus tesouros seculares.
   Primeiro, como em todos os lugares que vou, procuro a Catedral, para uns momentos de agradecimento de estar ali. E também porque é em torno de uma Catedral onde se acham os mais belos patrimônios.
   
La cattedrale dell´ Assunzione della Beata Vergine Maria é um símbolo da cidade e representa um exemplo de mudanças de seu cenário arquitetônico. Fundada em 1094, teve sua construção em estilo Gótico concluída no século XIII.
   E Zagreb tem no coração da cidade a bela praça Ban Josip Jelacic, uma das mais bonitas que conheço. Após a Segunda Guerra Mundial, recebeu o nome de Piazza della Repubblica, mas o pomposo nome original voltou com tudo.
   E não tem como não percorrer o peculiar Mercado Dolac, acima de uma escadaria e quase aos pés da Catedral. Milimetricamente ocupado por balcões, rigorosamente limpos, os produtos da terra se exibem brilhantes e perfumados entre as frutas, hortaliças e produtos culinários. Ao final da escadaria, uma feira de flores esvazia-se horas depois.
   Arte, cultura, história, vida noturna e compras. Cafés de estilo vienense, os belos parques, as milhares de árvores e o Atelier Mestrovic, lugar que abriga a obra do escultor do século XX, Ivan Mestrovic.
   Hora do almoço. Um naco de substancial carne de cordeiro, apreciadíssima em toda a Croácia, um bom tinto e já estávamos a caminho da Porta di Petra, no topo da Cidade Alta, uma construção medieval que abriga a Capela da Madona em uma ricamente trabalhada imagem da protetora da cidade de Zagreb. No mês de maio, peregrinos de toda a Croácia rendem graças ao sagrado lugar.
   Uma leve subida e chega-se à farmácia mais antiga do lugar. O estiloso prédio ocupa o mesmo endereço desde 1355. Nicolò Alighieri, bisneto de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, é mencionado como o farmacista mais antigo.
   Como resistir a uma fotografia ao lado da famosa escultura que mais parece uma grande pepita de ouro? Inspirada pela criação do Sistema Solar di Zagreb, é uma das esculturas-celebridades.
   Bonito, elegante, o cerimonioso prédio da Bolsa de Valores merece uma visita. O interior, em mármore de Carrara, é imponente. Fomos conhecer por pura curiosidade, of course. Não temos ali um único euro depositado em uma conta... Uma pena.
   A mais famosa avenida de Zagreb, Ilica, com seus 6 km de pura elegância e charme, é onde se encontram as mais caras grifes dos maiores estilistas.
   Cafeterias com suas vitrines tentadoras, hotéis com jardins bem cuidados, bondes elétricos, lindos, envidraçados, circulando. Gente, adorei tudinho.
   O piso? Ah, é limpo, é branco, de doer!
 
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E não posso deixar de mencionar Samubor, a 45 minutos de Zagreb. Onde a primeira impressão é a que fica. Absolutamente perfeita. Pequena, linda, cenário de cinema. Onde a qualquer momento a gente espera ouvir um diretor gritar: “Luz, câmera, ação!”. Em outra oportunidade, conto.



 

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