16/11/2021 às 16h42min - Atualizada em 16/11/2021 às 16h42min

A pequena e aconchegante Sorrento

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
FOTOS: Brand-News

  Bem, nessa nossa viagem á Itália, quase no final do ano, não vou dizer a última, que Deus me livre de não voltar mais à sempre bela Itália, nosso roteiro tinha como objetivo, mais meu, vou confessar, que do Odair, de conhecer Nápoles, Verona e Pompeia.
  Roma, não tem como escapar, é o porto de chegada. Fontana di Trevi, spaghetti, Coliseu, pizza, Duomo, gelato e Galeria Vittorio Emanuele, tudo.
  E por que não, uns dia no Vaticano, com horas na imensa fila para morrer de calor dentro da Capela Sistina? Lição de casa feita.
  Nápoles. Tem quem ame e quem a odeia. Voltei em dúvida. Ora bonita, ora muito barulhenta, museus belíssimos, roupas pelos varais das ruazinhas estreitíssimas, pizza, gelato e spaghetti. O melhor do mundo.
  Verona. Linda, chic, turistas abastados, gastronomia refinadíssima. Fiquei pasma com o Anfiteatro de Verona. Orgulho da cidade.
  Agora, e o Alpendre da Julieta? Centenas de fotos, minhas, é claro, no Alpendre da Julieta. Passei o resto da viagem sem tocar no nome da musa do Romeu. Odair por aqui, ó.
 
  Vamos descer em Sorrento. Odair ganhou de goleada. Direto para Pompeia. Motivo de interesse maior do Odair, que estava curiosíssimo para conhecer. Eu, meio que assim... Sorrento ficou para a volta.
  Mas Pompeia fez minhas lendas gregas ficarem reais para mim. Apolo, Isis, Diana, Hércules, Narciso, Baco, Rômulo e Remo. Saí com alma lavada e enxaguada.
 
  Com as malas deixadas no hotel de Verona, descemos lépidos e animados do chic Fascciossa na graciosa estação.
  Uma pena que Sorrento raramente faça parte da agenda de turistas que negligenciam a cidade em favor de Capri, Positano, Amalfi.
  Localizada na extremidade da baia de Nápoles, no alto de um despenhadeiro e colada à Costa Almafitana, Sorrento é pequena, aconchegante e linda.
  Não há muito a fazer. A grande atração é a cidade em si. Que exala um ar elegante, própria de moradores que sabem viver a vida com elegância e tranquilidade.
  Fauno Bar. A fachada de vidro deixava à vista um ambiente convidativo, e nosso instinto de viajantes nunca nos enganou.
  O cardápio, com a estrela da casa, costeletas de cordeiro, servidas em pratos que fariam bonito em minha coleção de pratos decorativos.
  Duas grandes tulipas da cerveja local, e brindamos à bela viagem.
  Saímos para a principal avenida de Sorrento: a Corso Itália.
  Lojas finas, gelaterias, e uns quarteirões adiante, a bela Piazza Tasso.
  A Igreja de San Francesco, com seu belo altar em madeira talhada, merece uns momentos de oração.
  O belíssimo despenhadeiro, no alto do calçadão, a vista do mar Mediterrâneo, a Baía de Nápoles e o Vesúvio. Dá para ficar horas meditando sobre aquela beleza embaixo dos nossos olhos.
  Descemos para Via Cesareo. E as lojinhas fazem entrar até os turistas mais renitentes. Dentro, lenços de seda, lindos, com preços convidativos, e garrafas do famoso Limoncello, licor feito com o limão típico do lugar.
  Sorrento. Tudo combina.

 
Novembro 2018

 
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