26/10/2021 às 15h29min - Atualizada em 26/10/2021 às 15h29min

Finalmente fui à Turquia!

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
FOTOS: Brand-News

  Coisa assim de estalo, perguntei para o Odair: Vamos à Turquia? Sempre adiamos ou optamos por outros lugares, mas desta vez resolvemos! E de posse da ideia, era só organizar um roteiro que incluísse além de Istambul, Ankara, Capadócia, Konya, Pamukalle, Efeso, Esmirna, Pergamo e Troia. Roteiro papa fina da Turquia organizado pela Flytour Poços.
  
  O  voo pela Turkish Airlines, de 14 horas, com escala em Dakar, no Senegal, é direto. Mas o que fazer neste tempo? Na ida, com voo noturno, enga­namos o tempo dormindo a maior parte. Na volta, horário diurno, tem que ter criati­vidade. Ler um bom livro - item que não deve ser esquecido na maleta de mão -, escolher bons filmes, dormir umas horinhas, desfrutar de um bom almoço (vale ressaltar o excelente serviço de bordo da Turkish) e dar umas voltas. Não, não é do lado de fora! É pelos corre­dores do avião. Faz bem para a circulação, movimentar as pernas.
  Bem, mas finalmente chegamos. Elite World Hotel. Elegante, con­fortável, daqueles endereços que passamos sem erro aos amigos. Bem localizado, em meio ao point dos bons restaurantes, barzinhos e lojas onde todo mundo compra bolsas artesanais, tapeçarias, capas de almofadas e pratos em cerâmica. Nos cardápios, muita pimenta nos pratos típicos. A coca gelada é bem-vinda.
 
  Começar uma agenda em Istambul é começar pelas Mesquitas. Muitas, dominam a cidade com seus minaretes. E começamos pela mais importante e famosa no mundo inteiro: a Mesquita Azul. Dentro, a magia das centenas de lamparinas penduradas em círculos. No imenso tapete florido pisa-se delicadamente. Não há imagens. O monumento é sagrado por si só.
  Uns poucos passos, entre um belíssimo jardim, e a Basílica Santa Sofia está ali. Consi­derada a maior em dimensões e a mais sagrada de Constan­tinopla. Dentro, o tempo passa e não se percebe. Já na rua, os vendedores aborrecem com suas investidas para vender livros, lenços, etc.
   
  E competindo com a história, o Grand Bazar, meca dos turistas que se perdem nas compras de tudo que se possa imaginar. São nada mais, nada menos que 60 corredores e 3 mil lojas. Pechinchando, leva-se pela metade do preço, joias, pachiminas, lenços de sedas, tapetes, e bolsas de grifes Louis Vuitton, Gucci, Prada, Burberry. Falsificadas, claro, mas de uma perfeição que impressionam.
  Mas tem que economizar nos euros e nas liras, porque outra tentação espera pelos turis­tas. O Mercado Egípcio, com uma fachada menos imponente, mas dentro exalando os aromas dos condimentos e especiarias que deixam os mais experts em culinária de queixo caído, tal a variedade de aromas e sabores.
 
  Um ligeiro relax e seguimos para a Praça de Sultanahmet, no bairro de mesmo nome, onde o hipódromo romano era um dos lugares mais con­corridos de Constantinopla, ano 330 d.C. Dois obeliscos ganham a atenção pela beleza e imponência.
  Hora de encarar o cardápio. Tomate e pepino, arroz e frango grelhado. O máximo a que me aventurei. Em todos os restaurantes os cardápios são típicos. Sem exceção.
   O calor de 34 graus parece não perturbar as mulheres com suas burcas pretas. Um quase nada dos olhos é tudo que se vê. Muitas aderiram a uma capa de chuva, longa, abo­toada até os pés. Nos lenços coloridos na cabeça, já se nota um avanço para a sonhada liberdade.
  
  Mas, se Istambul me encantou com suas tradições seculares e curiosa localização - cidade única no mundo a unir dois continentes, Ásia e Europa, separadas pelo Estreito de Bósforo -, o restante dos dias da viagem foi dedicado a conhecer outras preciosidades. Como Ankara, com seu ponto forte no majes­toso Mausoléu erguido em honra ao fundador da Re­pública em 1923, Mustafá Kemal Ataturk.
 
 Claro, também a Capadócia, região única onde a natureza esculpiu uma fantástica e sobrenatural paisagem, uma das regiões da Turquia mais visitadas pelos milhares de tu­ristas que vagueiam pelas enormes formações rochosas que durante a época romana serviram como refúgio para os primeiros cristãos que fugiam das perseguições, escavando nas rochas, intactas até hoje. Uma das paisagens mais lúdicas da terra, que serviram de cenário para o filme Guerra nas Estrelas.
   
  Bem, como não comentar sobre Pamukalle?
  Conhecida como Castelo de Algodão, suas piscinas azuis, em cascatas petri­ficadas de calcário, fazem tudo parecer irreal, sobre­natural. 
 
  E maravilha das ma­ravilhas, visitar no alto de uma colina, em Efeso, a casa onde viveu Nossa Senhora em seus últimos anos de vida. Rezar por alguns minutos em frente à sua imagem foi uma benção.
   
  E como esquecer de Troia? Andar por suas míticas ruínas e tirar uma foto junto ao famoso cavalo. Um pre­sente de Hollywood para a Turquia. E não foi um presente de grego. Desta vez, Troia arrecada uma grana por conta da História.

 


 
Agosto/Setembro 2009
 
 
 
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