08/01/2021 às 16h22min - Atualizada em 08/01/2021 às 16h22min

Tomando banho de chuveiro em Munique (para quem quisesse ver!)

Por Odair Camillo - Jornalista
Esta minha “proeza” realmente aconteceu quando numa das vezes que fomos a Munique, acontecia a maior festa mundial da cerveja, a Munich Oktoberfest. E eu nem havia bebido muito. Explico: Ao chegarmos à cidade, a princípio achei o hotel que o CV&B nos ofereceu era muito moderno para meu gosto. Paredes externas espelhadas, salões e apartamentos moderníssimos. Um “hotel boutique”.
Como de costume, tão logo nos apossamos do apartamento a primeira coisa foi deixar as malas, ainda fechadas, e caminhar pelas ruas da cidade. Surpreendentemente, estávamos há apenas três quarteirões da maior festa do mundo da cerveja, que recebe anualmente mais de 6 milhões de visitantes, que consomem mais de 7 milhões de litros de cerveja. 
A festa é realizada numa área muito grande, onde estão instalados 14 grandes pavilhões, Nas duas semanas do festival são consumidos cerca de 100 bois, 500 mil frangos fritos, 70 mil joelhos de porco, 120 mil pares de salsichas brancas e inúmeros pretzels. O evento oferece ainda mais de 200 atrações.
Bem, o mais interessante aconteceu quando retornamos a pé para o hotel. Na frente, do outro lado da rua, havia algumas pessoas paradas, admirando a “beleza” da frente espelhada do prédio. “Nada de anormal”, pensamos, e em poucos minutos já estávamos em nosso apartamento, para um banho refrescante.
Como não sou de desperdiçar água e acessórios sob o chuveiro, fui o primeiro a me inscrever para um banho gostoso, já que a mulher sempre gosta de demorar bem mais. Em poucos minutos, já estava me enxugando, abri a janela do quarto e vi que as pessoas continuavam a olhar para cima. Também curioso, desci até a portaria e fiquei sabendo pelo atendente que elas costumavam se postar ali, principalmente à noite, para apreciar as pessoas se banhando, já que o vidro externo do quarto de banhos era fosco e apresentava alguma visibilidade, pelo menos o contorno do corpo dos banhistas.
Ao saber disso, tive um acesso de ciúme, corri para o quarto e, antes que Lurdinha tivesse adentrado ao chuveiro, contei-lhe o que acontecia do lado de fora do hotel.
Na mesma hora, com uma toalha grande, procurei afixá-la na parede de vidro para proteger sua imagem. Parece-me que ela não gostou muito... Enquanto esperava pelo fim do seu banho, que me pareceu interminável naquela noite, sentado na cama fiquei imaginando: “Incrível como as pessoas são curiosas. E por que não fiquei mais tempo debaixo do chuveiro?”
 
Por Odair Camillo - Jornalista
  
 
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