14/10/2021 às 17h22min - Atualizada em 14/10/2021 às 17h22min

Cartagena das Índias, a mais bela surpresa da Colômbia

Crônicas de viagem do livro "Lurdinha Camillo - Pelo Mundo"
FOTOS: Brand-News
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  Além de seu famoso café (e ninguém deixa de trazer na mala alguns pacotes do produto nacional), e de ter entre figuras notáveis o prêmio Nobel Gabriel García Márquez, o artista plástico Fernando Botero e a cantora pop Shakira, o que fica no imaginário coletivo quando se fala na Colômbia é o persistente conflito armado nacional.
  Uma triste imagem do país. De um lado o narcotráfico, do outro o governo, que vem apostando na imagem de um país hospitaleiro e acolhedor, trabalhando sem descanso na criação de programas de incentivo ao turismo.
  Bem, mas vou contar porque me encantei com Cartagena das Índias.
 
  A cidade que experimentou uma das mais importantes aberturas turísticas da Colômbia, é um encontro do colonial e do urbano.
  Moderníssimos arranha-céus, brancos, com design futurista que alcançam a costa do mar do   Caribe, e a chic Av. Santander, que liga Bocagrande ao Centro Histórico, dividem espaço com igrejas centenárias, museus.  As ruas estreitas, apinhadas de gente, num vaivém constante. As charretes trafegam calmamente.
  Nas calçadas, o típico comércio artesanal. Os turistas não resistem às bolsas, telas, objetos de arte e aos chapéus brancos Panamá.
 
  A Cidade Amuralhada é, definitivamente, a estrela de Cartagena das Índias. Os largos passadiços de pedra atraem turistas perdidos pela beleza do mar caribenho, e os muitos bares alinhados que encantam com as noites claras ao som das rumbas, salsas e merengues.
  A cidade antiga - hoje chamada de Centro Histórico -, tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, preserva as características originais da arquitetura colonial espanhola, e o que se vê são sobrados com sacadas floridas e praças pitorescas.
  Quem assistiu ao filme “Amor nos tempos do Cólera”, baseado no livro de Gabriel García Márquez, vai certamente lembrar das incríveis paisagens, onde o escritor colombiano viveu.
  E seus livros e suas lembranças estão por toda parte.
 
  O Templo de San Pedro Claver, edificado pelos jesuítas em 1700, é um dos monumentos mais belos da cidade. Fomos conhecer o Templo - e, acreditem ou não, assisti a um casamento. Fiquei para assistir à cerimônia. Pode? A curiosidade baixa em qualquer parte do mundo, não é?
  A Catedral tem altar barroco adornado em ouro e nave com 10 colunas em estilo romano.    Suas torres, em cores vivas, iluminadas, são um marco na cidade colombiana.
  Bem, me acabei no Las Bovedas, um quartel que serviu de estrutura militar. Ornado com 24 arcos, é o paraíso do belo artesanato colombiano. Passa-se horas ali.
  Lindo e irresistivelmente atraente, o Museo del Oro. O imponente prédio, em meio à Praça Bolívar, tem em seu interior a mais bela coleção em ouro e peças em cerâmicas das principais culturas pré-colombianas.
  Mais, animada ao cair da tarde por grupos de danças típicas, a Praça San Diego é um dos locais onde se admira a alegria, a beleza das jovens dançarinas. Pertinho do hotel onde nos hospedamos, não perderíamos os folclóricos shows.
 
  Água na boca: o sofisticado restaurante do Hotel Santa Clara, com seu jardim interno e cardápio de querer tudo. E da varanda, admirar a bela casa de Gabriel García Márquez.
  Carmen, restaurante recomendado pelo TripAdvisor por sua cozinha e ambiente elegante.
  Ah... uma mesa no quadrilátero da Plaza San Domingos, é para terminar a noite com as estrelas ali pertinho, som caliente nos violões dos cantantes, e a Club Colombia, a delícia de cerveja colombiana à mesa, para brindar a bela viagem.

 
Março 2016







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