24/08/2021 às 17h50min - Atualizada em 24/08/2021 às 17h50min

O Rio num vapt-vupt

Memória: Lurdinha Camillo tendo ao fundo o Museu do Amanhã
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  Passamos um final de semana no Rio, que continua de Janeiro, e vamos falar a verdade, esperando ansiosamente pelos milhares de turistas que chegam de todas as partes do mundo para assistir o maior carnaval do planeta.
  Apenas dois dias, que foram suficientes para sentir a brisa do mar, como diria minha vó, que tenho certeza, nunca foi lá, mas imaginava toda aquela beleza.
  Bem, mas para os tais diazinhos, lá fomos eu e Odair num voo saindo de Campinas, num rápido percurso que nem deu brecha para curtir meu Rivotril.
  Entre visitar parentes queridos, entre eles meu irmão Darcio Vasconcellos, já um carioca, pelas dezenas de anos que mora no Rio, sobrou um tempo para finalmente conhecer o famoso Museu do Amanhã, obra espetacular em beleza e tecnologia futurista, que trouxe orgulho para o Rio de Janeiro e milhares de turistas para a zona portuária, onde está localizado.
  Assinado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, exibe uma beleza conceitual de rara grandeza, e ao mesmo tempo uma leveza de formas que emociona.
  Lá fora, o moderno VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), em acrílico, com amplas janelas mostrando, no trajeto, os famosos bairros do Leme, Carioca, Candelária e Cinelândia, onde descemos, após admirar construções de diferentes épocas, entre eles prédios neoclássicos e exemplares de Art déco e Art nouveau. Mais um delírio para os olhos.
  Na florida praça, o majestoso Theatro Municipal, imponente construção centenária e marco da arte e cultura da cidade. Pura arte, de encher os olhos. Saímos para o calor de 38 graus. Inverno para os cariocas.
  O Amarelinho da Cinelândia, ali na esquina, fazendo o contraponto entre a beleza clássica do Municipal e o ambiente descontraído do restaurante frequentado pela velha guarda carioca, com o cardápio que reverencia o peixe com molho de camarão.
  O garçom, que manja de turista, traz rapidamente a cerveja gelada. Chopp, nem pensar. E a tradição, como é que fica? Pode existir vizinhança mais surreal?
  Mais em poucas horas? Uma mesa com pé na areia no calçadão de Copacabana, e claro, claro, fiquei me devendo um Kir Royal na alinhada e lendária varanda da piscina do Copa.
  De outra vez, vou lá primeiro. O “Amanhã” pode esperar...

Fevereiro 2017

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