18/03/2021 às 15h04min - Atualizada em 18/03/2021 às 15h04min

A “volta ao mundo” em 31 dias - 1ª Parte

Por Odair Camillo - Jornalista
FOTOS: Reprodução Google

Em 1996, quando ainda estava como presidente do Skal Club Sul de Minas, preparando a pauta para a próxima reunião, recebi um telefonema do presidente do Skal Nacional, Mário Imbroisi, com o qual já tinha uma sólida amizade, comunicando-me que meu clube era um dos convidados a participar de uma viagem internacional de aproximadamente um mês, promovida pela associação, com preços muito vantajosos, saindo de São Paulo, visitando as capitais da Itália, Rússia, China, Indonésia, Austrália e Nova Zelândia. A programação estava sendo elaborada e a saída agendada para dali a 25 dias e que tinha pressa em saber os nomes dos associados que participariam da viagem, afim de solicitar as reservas e providenciar a emissão dos vistos necessários.
Depois de ficar sabendo com mais detalhes que o custo da viagem seria em torno de R$ 5.000 por casal na moeda de hoje e que corresponderia, na época, cerca de 75% de desconto do valor vigente para o mesmo tour, que a categoria dos hotéis seria de quatro e cinco estrelas, os traslados, visitas às atrações turísticas e a maioria das refeições incluídas, decidi passar essas informações aos membros do clube. Evidentemente que a grande maioria achou o preço excelente.
Depois de três dias eu já tinha a lista dos participantes: Odair Camillo, Euclides P. Mendes, Flávio C. Araújo Cançado, José Terrabuio, Elias Guimarães Borges e respectivas esposas.  Os outros associados, embora bastante interessados, por razões de compromissos já assumidos, declinaram do convite.
O presidente do Skal Nacional, Mário Imbroisi, era um operador de turismo sediado em Vitória, no Espírito Santo, muito conceituado no trade turístico nacional e internacional. Conhecia na época dezenas de países nos cinco continentes e tinha livre trânsito com a rede hoteleira e as companhias aéreas nacionais e internacionais. Com sua vasta experiência, programou essa viagem que também incluía os skalegas de outros clubes brasileiros, formando uma delegação de mais de 30 pessoas. Na data agendada, partíamos para uma viagem aos quatro continentes que se tornaria, evidentemente, inesquecível para todos.

 
Pela Alitalia, “todos os caminhos levam a Roma”
 
Roma marcou a nossa entrada na Europa. No dia 27 de outubro de 1996, desembarcávamos em Roma. Eu já a conhecia de uma viagem feita anteriormente, mas a grande maioria estava debutando na “Cidade Eterna”. Segundo a história, “todos os caminhos levam a Roma” e, de fato, estávamos lá, numa cidade museu - em cada esquina nos aguardava um monumento ou uma obra de arte, como a Fontana di Trevi, praticamente escondida numa viela onde as pessoas, seguindo um ritual, atiram moedas, acreditando que voltarão algum dia àquele local, ou que certamente realizarão seus sonhos.
Exploramos as ruínas do Coliseu, um autêntico símbolo do império romano e, mais adiante, deparamos com a bela Piazza di Spagna e sua famosa escadaria, sempre cheia de gente, tendo em seu ponto mais alto, a igreja Trinitá dei Monti, com seu duplo campanário. Em seguida, seguimos a trilha de seus pontos turísticos mais famosos. Mas mesmo para mim, rever todas suas atrações foi muito bom, já que sempre há muita coisa interessante para se ver e que às vezes, nos passa despercebida.
 
Moscou, sua Praça Vermelha e o Metrô, um verdadeiro palácio subterrâneo
 
No nosso roteiro pela Europa também estava a cidade de Moscou. E foi para lá que fomos, enfrentando um tempo chuvoso e frio, que é comum no mês de novembro.
O turismo em Moscou gira em torno da Praça Vermelha. Assim como a Grand Place em Bruxelas, como a Duomo em Milão, como a Champs-Élysées em Paris. A Praça Vermelha tem um ímã que leva os turistas sempre de volta pra ela. Também pudera, os pontos turísticos mais importantes da cidade estão ao seu redor, facilitando, e muito, a vida de quem visita a cidade rapidamente. E foi por ela que começamos nossa visita. Ela é a origem, coração e alma da cidade.
O nome da praça não se deve à cor predominante dos prédios em volta, nem é referência ao comunismo, mas tem sua origem na palavra russa Krasnaya, que originalmente significava bonita, por estar situada frente à catedral de São Basílio.
A Praça Vermelha, que abriga o Mausoléu de Lénin, a Basílica de São Basílio, o Kremlin e a Catedral da Anunciação, bem como o shopping Gum, retratam a história do País e do seu povo. Conhecer essa praça, já vale por toda a viagem. Não tivemos tempo para visitar o famoso teatro do Ballet Bolshoi. Em compensação, fomos ao Circo de Moscou, com seu espetáculo que atrai turistas de todo o mundo.
Uma atração à parte é o Metrô de Moscou, com paredes de mármore, milhares de esculturas e decorações, candelabros magníficos, um verdadeiro palácio subterrâneo. Dizem que essa opulência toda foi ideia do então líder soviético Josef Stalin e tinha uma função político-ideológica: relembrar aos usuários, que o Partido Comunista estava fazendo algo para a população, em retorno pelo seu esforço durante a União Soviética.
Stalin ordenou que os arquitetos e artistas do metrô criassem uma estrutura que se destacasse pelo "brilho" e indicasse um "futuro radiante". O metrô é hoje um dos principais pontos turísticos da cidade.

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