17/06/2022 às 15h10min - Atualizada em 17/06/2022 às 15h10min

Indústria de multas

Adriano Mussolin – Jornalista
E-mail: admussolin@gmail.com
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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Muitas reclamações a respeito de multas de trânsito indevidas aqui em Poços têm aparecido nos jornais e redes sociais. A maior parte delas é de que o motorista recebeu uma penalidade por algo que efetivamente não estava fazendo. Seja falar ao celular, andar sem cinto, estacionar em lugar proibido, entre outras. Especula-se que se instalou aqui a “indústria de multas”, forma de arrecadação do poder público usando punições, nem sempre justas, a motoristas. Será?
 
A penalização do condutor é uma forma de punir quem pratica atos ilícitos. É aquele máxima “tem que sentir no bolso para aprender”. Isso ocorre no mundo todo e sabe-se que é uma forma eficiente de controlar os constantes abusos que são cometidos diariamente. Os radares de velocidade pretendem flagrar as motos e carros que circulam acima dos limites recomendáveis da via onde estão instalados. As câmeras ajudam a evitar que os condutores furem o sinal vermelho e coloquem em risco as vidas de outras pessoas, sejam também condutores ou pedestres. Assim como, os agentes de trânsito devem orientar, auxiliar e coibir práticas ilícitas nas ruas do centro da cidade, principalmente. Certamente, a maioria deles traz consigo essa missão: ser um indivíduo que ajuda na melhoria do nosso trânsito. Nitidamente, alguns poucos se sentem superiores e acabam abusando do seu poder.
 
Claro que há condutores que desafiam as leis, cometem as infrações e depois se fazem de inocentes. Uma rápida andada pelas ruas é suficiente para ver pessoas dirigindo e falando ao celular, parando em fila dupla para alguém descer e estacionando onde não deve. Muitos desses são abordados e ainda reclamam. Só que existem também os que recebem as notificações e não fizeram aquilo de que são acusados. E como provar o contrário? Acaba sendo a palavra do agente contra a certeza do condutor. Em geral, o primeiro vence.

Talvez falte um pouco mais de orientação dos superiores a alguns agentes. Até os radares de velocidade têm uma regulagem de tolerância. O agente deve ter essa consciência para discernir o que é uma transgressão de um mero gesto de distração, necessidade ou urgência. A mesma paciência que a gente nota com relação a ônibus de turismo em frente a hotéis, motoristas de aplicativos em fila dupla a espera dos passageiros e outros. Em alguns casos, o agente pune severamente, com rigor. Em outros, deixa passar, é tolerante, entende o que está acontecendo.

Há de se ter equilíbrio. Como em tudo na vida.
 
 

 


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