11/05/2021 às 15h14min - Atualizada em 11/05/2021 às 15h14min

As coisas não estão nada bem

Marcos Cripa - Jornalista/ mcripa@uol.com.br
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O prefeito de Poços de Caldas, em devaneio megalomaníaco ao falar do número de pessoas vacinadas na cidade, ousou relativizar, semana passada, e dizer que, caso o município que ele administra (170 mil habitantes) fosse um Estado (?), estaria atrás apenas do Rio Grande do Sul (11,4 milhões de habitantes) no índice proporcional de vacinados, ambos na casa dos 19%. Algum assessor ou secretário precisa “colar” no chefe do executivo para conter esse tipo de quimera, de fantasia. Afinal, se apenas o Rio Grande do Sul está proporcionalmente à frente de Poços, estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiros e todos os demais, estão atrás. Já desenvolvi inúmeras linhas de pensamentos para tentar entender a lógica do prefeito, mas cada vez mais descubro que ele precisa contar com a ajuda da entourage política que o cerca. É chegada a hora de parar bater bumbo na internet e falar sobre o que realmente importa para o cidadão. Percebo que não foi sem motivo que me lembrei recentemente, e relatei aqui mesmo nesse espaço, do personagem Tonho da Lua, criado pela novelista Ivani Ribeiro, que vivia no mundo da lua.
 
As coisas não estão bem mesmo
 
O município não consegue contrair empréstimos para investimentos pela falta da CND (Certidão de Regularidade Fiscal);
Não apresenta solução para o Monotrilho, monstrengo de concreto armado sobre a avenida João Pinheiro;
Não recoloca o Teleférico, principal atração turística da cidade, em funcionamento;
Não consegue retirar aguapés da Represa Bortolan;
Não vacina a totalidade dos profissionais da Saúde;
Não viabiliza, com tranquilidade, a troca da empresa que irá operar, em breve, o sistema de transporte coletivo;
Não tem, depois de quase quatro anos e meio, Plano de Desenvolvimento integrado para as regiões da cidade;
Não tem Plano para o Turismo;
Não tem... Não tem... Não tem. Simples assim.
A continuar nesse ritmo, a administração municipal de Poços de Caldas não tardará em colocar o “Estado” imaginário do prefeito em 1º lugar... Primeiro lugar em ineficácia total.
 
As coisas estão péssimas ao extremo
 
O comportamento do presidente da república é beligerante. A cada dia ele dispara sua metralhadora verbal para determinado alvo, enquanto espalha névoa que busca encobrir a infinidade de problemas enfrentados pela população que vaga a procura de emprego e alimentação em meio ao vírus da Covid-19.
A fala do presidente e de um dos seus ministros avessa à China (principal parceiro econômico brasileiro) travou, segundo o governo de São Paulo, o envio de 10 mil litros de componente básico para a produção da vacina Coronavac pelo Instituto Butantan. Consequência: já falta vacina para imunizar milhões de pessoas.
No Rio de Janeiro, operação da polícia civil na favela do Jacarezinho deixou 28 mortos (27 civis e um policial) na ação mais letal já realizada no Estado. Mais de 50% dos mortos não estavam envolvidos na origem da investigação do Jacarezinho. Na verdade, operação eficaz é aquela que prende culpado, não a que mata indistintamente.
Em São Paulo, uma jogadora do futebol feminino do Palmeiras e da seleção Brasileira que irá a Tóquio disputar as olimpíadas mês que vem, afirmou que a alma do ator e humorista Paulo Gustavo, morto em consequência do coronavírus, deveria “ir para o inferno”. Que bobagem disse a jogadora. Logo Paulo Gustavo que mostrou ao país que existe uma nova forma de amor.   
 
Por último, a visão geral do caos. O número de brasileiros mortos pela Covid-19:
423 mil mortos no país, 466 em Poços de Caldas.
 
Se nada disso te incomoda, só nos resta orar, rezar, incorporar, bater tambor...     


 















 

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