02/03/2023 às 15h51min - Atualizada em 02/03/2023 às 15h51min

Uma chávena de rubiácea, por favor!

Por Angela Caruso
@batomnaxicara / www.batomnaxicara.com.br
Figura meramente ilustrativa – Reprodução Google
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Estava em Lisboa participando de um curso, lá no ano 2000, e pedi um café. O atendente me perguntou qualquer coisa que não entendi, repetiu duas vezes e eu continuava não entendendo. Até que, antes que ele me mandasse um nome feio, expliquei que mesmo falando português, estávamos falando línguas diferentes e eu não entendia o que ele me perguntava.  Ele suspirou e disse: “Você quer o café na xícara ou no copo?” Eu acabava de aprender que chávena era o mesmo que xícara. No outro dia, um dos professores chamou minha atenção para o fato de que no Brasil falávamos um português arcaico. Para a língua portuguesa falada em Portugal, o termo xícara caíra em desuso, sendo substituído por chávena.
 
Chávena descende do termo malaio chãvan, que vem do chinês chã-kvãn, enquanto xícara tem sua origem no termo nauátle xicalli, através do castelhano.
 
Uma chávena ou xícara é um pequeno recipiente em forma de taça, com uma pega ou alça que permite sustentá-la com o polegar e um ou dois dedos.
 
Na Grécia antiga, há mais de dois mil anos existiram objetos semelhantes a xícaras (tigelas com alças), assim como havia objetos parecidos com canecas feitos por povos pré-colombianos. No entanto, apenas quando o chá, vindo do oriente, começou a ser popularizado na Europa, especialmente na Inglaterra, vieram junto as porcelanas chinesas e japonesas. Nessa época, o chá era consumido em tigelas (bowl, em inglês ou bol em francês), da mesma forma que faziam os orientais.
 
As xícaras começaram a aparecer na Europa no século XVIII, feitas de prata. No entanto, o uso do metal era inviável, porque o líquido quente deixava as xícaras também quentes e difíceis de serem manuseadas. Foi então que o arquiteto inglês Robert Adam, em 1750, preocupado e incomodado com as pessoas queimando os dedos, sugeriu ao seu amigo, o ceramista Josiah Wedgwood, a colocação de alças nas tigelas. Estava criada a xícara como a conhecemos, em tamanhos e formatos apropriados a cada bebida a ser servida: chá, café, chocolate...
 
Independente do lugar e da diversidade cultural, uma xícara carrega uma simbologia muito significativa: hospitalidade, amizade, prazer da companhia, compartilhamento, além de ter recebido o status universal de medida no mundo culinário.
 
Tratando-se de servir café, há até pesquisas cientificas sobre tamanho, formato e cor das xícaras para melhorar a experiência de tomar café. Tudo isso graças ao desenvolvimento e popularidade do café especial.
 
E você, qual sua chávena preferida para tomar rubiácea, ou melhor dizendo, em que tipo de xícara você prefere tomar seu café?
 
 
 



 

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