12/08/2022 às 15h56min - Atualizada em 12/08/2022 às 15h56min

Vigiemos nossas línguas, nossas intenções

FONTE: Pedro Bertozzi - FOTO: Reprodução Google
Figura meramente ilustrativa
C 
Diariamente, o Facebook nos dá essas lembranças. Coisas que fomos postando e que são reacesas pela página, exatamente no dia em que elas foram postadas, anos atrás.
 
Hoje (09) reli uma dessas postagens, de 2020. Sim, de apenas dois anos atrás. Fui, curiosamente lendo todos os comentários. O texto em questão, falava da comemoração do Dia dos Pais e, entre tantos comentários que esse meu breve texto teve, me deparo com quatro comentários de quatro pessoas que já não estão mais. Dois anos apenas e quatro amigos a menos!
 
Ainda que isso tenha toda a característica de clichê, somos o agora, o irrefutável agora! Por mais que o meu olhar para esses comentários postados tenha sido de certeza da presença deles, o físico já não há mais e o olhar, o tato, a audição, o olfato, são físicos! Abraços são físicos.
 
Só dois anos e uma subtração implacável. De repente...não mais. Só menos.
 
Ainda assim, em dias de hoje, rotineiramente, tenho me deparado com pessoas cegas dessa realidade, que optam pelo maldizer, pelo erguer das bandeiras de suas próprias verdades, ainda que suas próprias verdades postadas aqui, firam, ofendam, caluniem pessoas. Pessoas que, daqui a pouco, podem não mais estar, como já não estão essas quatro, que se tornaram apenas, comentários saudosos de uma rede social.
 
Vigiemos nossas línguas, nossas intenções. A vida traz consigo, a todo momento, esfregando em nossas caras, escancaradamente, o aviso: estamos só estagiando por aqui e, relendo, esses quatro comentários, de apenas dois anos atrás, percebo que seremos apenas lembranças e que elas se tornem boas, para alguém que amanhã, ler novamente uma postagem que tenhamos feito hoje.
 
Por Pedro Bertozzi - radialista e apresentador

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