Entrarei em um novo ano, como quem abre a porta de um quarto escuro. Como quem viaja em um voo cego, como quem espia por detrás do muro.
Sei que no final do túnel, existe luz, pois carrego a fé como lanterna e o amor à vida me conduz.
Não morrerei na véspera e o meu dia chegará.
Sei, nada nos pertence, vivemos realmente ao Deus dará e tudo o que a gente planta, no amanhã, colherá.
Assim, tranquilizo meu espírito ao olhar para o horizonte. Sei, a água chegará, mesmo não sabendo a fonte.
Terei dias felizes e outros nem tanto, em uma hora poderá aportar o riso, em outra, desaguar o pranto.
Sei que na vida, a morte não representa o final, a flor que morre aqui, renascerá em outro quintal.
Assim, o ano que se inicia será o que tiver de ser, luz e escuridão.
Sei, sobretudo, o que o corpo sofre para aprender, a alma compreende como evolução.
*O Brand-News não se responsabiliza por artigos assinados por nossos colaboradores