A Copa de 2026 vai entrar para a história como a Copa dos recordes. O primeiro deles é fácil: nunca houve tantas seleções disputando um Mundial. São 48.
Daí em diante, parece que estatística virou modalidade olímpica. A cada cinco minutos surge um recorde novo. Messi é o único jogador a marcar em sete jogos consecutivos de Copa. Cristiano Ronaldo é o primeiro a fazer gols em seis edições diferentes. Daqui a pouco vão informar quem foi o primeiro lateral a espirrar três vezes antes de cobrar um lateral.
Você certamente percebeu. As transmissões de TV e YouTube viraram um festival de curiosidades que ninguém pediu. Fulano completa hoje 23 partidas usando o mesmo corte de cabelo. Beltrano está há 12 jogos sem trocar a caneleira. Sicrano é o atleta que mais bebeu isotônico sabor laranja em Copas disputadas na América do Norte.
Como reclamar também cansa - aliás, faz exatos 17 minutos que não reclamo de nada -, resolvi colaborar com alguns recordes que, inexplicavelmente, ainda não apareceram na tela.
Carlo Lancelotti, com apenas três jogos no comando do Brasil, já é o técnico que mais mastigou chicletes na história das Copas.
O maior jogador da Copa não é Messi, Cristiano Ronaldo nem Vini Jr. É o goleiro da Áustria, Floran Wiegele, com 2,05 metros. Se levantar os braços, já faz sombra na pequena área.
O atleta mais carinhoso do Mundial é Vozinha, goleiro de Cabo Verde. Só de ouvir o nome, dá vontade de pedir um café e um pedaço de bolo.
O narrador com maior número de bordões é Everaldo Marques. "Ele é ridículo!", "Jesus, Maria, José e o camelo!"... Enquanto tem microfone, tem bordão. E só mesmo com a ajuda de Jesus, Maria, José e o camelo para acompanhar todos eles.
Como a Copa ainda está longe do fim, muita estatística inútil ainda será descoberta. A qualquer momento alguém anunciará que determinado volante é o único canhoto nascido numa terça-feira que já amarrou a chuteira 427 vezes em Mundiais.
E, para não dizer que esqueci do principal, fica o último recorde: El Bilal, da seleção de Mali, continua líder absoluto em penetração na grande área. Pelo menos esse é um recorde que interessa. Ou não.
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