Você sabe.
No Brasil, tudo pode ser copiado, falsificado, alterado, modificado, adulterado, clonado ou “batizado”.
Na área da saúde, falsifica-se o conteúdo, a embalagem e a bula dos remédios, além da receita, os exames, o atestado e até o médico é falsificado. Em um tempo não muito distante foram descobertos remédios falsos para disfunção erétil. Ou seja, estamos cada vez mais impotentes contra a falsificação.
A listagem é extensa: dinheiro, programas de computador, pen drives, tênis, roupas, bolsas, gasolina e postos de cartões de crédito, diplomas, armas, obras de arte, pesquisas eleitorais, declaração de senador...
Verdadeiramente, essa “mania nacional” começou lá atrás, na área da educação, dentro das escolas, com as “colas” realizadas pelos alunos durante as provas, justificando-se, ao final do curso, a cerimônia de “Colação de Grau”.
Com a chegada da Internet então, a coisa fugiu do controle, ou melhor, ganhou dois novos controles: o Control C e o Control V, muito usado em dissertações e teses e agora, a Inteligência Artificial (IA) veio para confirmar a celebre frase de Lavoisier: "na Internet, nada se cria tudo se copia" (copiei uma parte e inventei outra).
É líquido e certo.
Na área da falsificação, o brasileiro se supera a cada dia e, copiando a ex-presidenta Dilma, “nós não vamos colocar uma meta, vamos dobrar a meta”, e assim, colocamos metanol nos destilados. Contudo, só para não fugir à tradição: o metanol também é fake.
Do outro lado, falsifica-se mel, azeite, perfumes e, deste lado, um verdadeiro coquetel: vodca, rum, tequila, gin, brandy, cachaça e at last, but not least, o whisky.
Para finalizar esse texto, antes que ele seja acusado de plágio, é preciso tomar muito cuidado com as falsificações.
Outro dia, conversando com um amigo apaixonado por destilados, “on the rocks”, ele contou ter comprado por um preço muito barato, uma garrafa de whisky “President”, 12 anos, eleito por apreciadores, como uma boa marca.
Passados alguns dias da euforia pela aquisição, ele constatou: era falsificado.
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