“O sonho acabou”

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“O sonho acabou”
Foto meramente ilustrativa - Reprodução Google

Como você, sempre ouvi falar sobre sonhos, palavra usualmente empregada quando desejamos nos referir ao futuro.

Em salas de aula, as crianças são alimentadas, diariamente, pelos “sonhos” de se tornarem médicos, engenheiros, advogados, jornalistas...
Se alguém deseja sensibilizar em uma mensagem é só tirar do bolso a palavra. Assim, o ativista político americano Martin Luther King se destacou ao proferir, em 1963, um dos discursos mais conhecidos em todos os tempos, o “I have a dream” (Eu tenho um sonho), onde discorreu sobre os “sonhos” dele de uma nação americana pacifista e antirracista. John Lennon ressaltou o “The dream is over” (O sonho acabou) ao se desligar dos Beatles em 1969.

O fato é que a palavra sonho, no sentido de “desejo”, parece ser sempre algo inalcançável, místico, imaginativo, utópico demais para os dias atuais, algo, inclusive, que soa uma atitude passiva que independe do esforço, do trabalho e da persistência das pessoas.

Por tudo, sem desqualificar, nem desvalorizar o sentido poético do “sonhar”, penso ser mais adequado falar sobre “propósito”, “objetivo”, “meta”, “missão”, que tornam mensuráveis e concretas as ações das pessoas na construção de suas vidas pessoais e profissionais.

Enfim, para não estender demais a reflexão, fico com a pureza da resposta da Maria que trabalha em uma padaria perto de casa.
- O sonho acabou, seo Wiliam. Volte amanhã!

 

 

 

 

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