Detesto política

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Detesto política
Foto meramente ilustrativa - Reprodução Google

 

A maioria dos brasileiros não gosta de falar sobre política e os motivos parecem justificar o desgosto.
Primeiro, há uma sensação de perda de tempo, pois “nesse país nada muda”. E assim, emudecemos.
Existe também a ideia de evitar conflito com familiares, amigos e clientes.  “Ao dar minha opinião, só arrumei briga com minha família, amigos e até clientes, então, optei por viver em paz”. E assim, deixamos a “guerra” para outros. 
“Política é uma coisa suja, só tem bandido”.  E assim, deixamos os “bandidos” assumirem o nosso destino.

Na atualidade, com tantas prisões, condenações, com a atuação e as autuações polêmicas, notadamente do Supremo Tribunal Federal (STF), outra frase é “Melhor não falar nada. Já viu, né?”.  E assim, o medo está vencendo a esperança.

As justificativas são inúmeras e, embora tenha aumentado o número de pessoas falando sobre política, principalmente nas redes sociais, o cidadão comum está cada dia mais apático em relação ao assunto.

Verdade. Não há como tapar a peneira com o sol. Se resolver falar sobre política no Brasil, prepare-se!
Em um cenário estrategicamente polarizado, você terá “inimigos” entre seus antigos “amigos”. Alguns familiares deserdaram você da “sagrada família”. Dirão que você é do “mal”, fascista, genocida, golpista, antidemocrático (essa última é pra rir mesmo!).

Não se engane. Há, por detrás dos insultos, das tentativas de difamação, um único objetivo: fazer você se cansar de tanto desgaste e parar de falar sobre política. O seu silêncio interessa muito e a muita gente.

O “detesto política” é essencial para manter o status governamental, unificar um único pensamento, favorecer o domínio do Estado sobre o cidadão, que se torna refém das “políticas públicas”, manipulado por “auxílios assistenciais”.

Enfim, enquanto a maioria dos brasileiros é levada a detestar política, outros a amam, a idolatram, a veneram, pois é ela que alimenta interesses particulares, as mordomias, as benesses e, sobretudo, a continuidade de um único grupo no poder.

Não se engane.
Além da intimidação institucional, governamental, a censura é orquestrada por militantes “escondidos” na imprensa, nas redes sociais, nos meios artísticos, nas salas de aula, em sua roda de “antigos amigos”.

Não se engane. 
Quando uma voz se cala. Uma outra fala ainda mais alto.

 

 

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