Eu sou o dinheiro!

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Eu sou o dinheiro!
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google

 

Olá! Tudo joia ou bijuteria?
Sei que você vai dizer me conhecer há tempos. Talvez até diga que ando meio sumido da sua vida. Faz-me rir. Opa! Esse é um dos meus apelidos, tais como grana, bufunfa, dindim, cascalho, tutu e meu nome oficial hoje no Brasil: Real.
Eu sou o dinheiro e, apesar do nosso relacionamento ser bem antigo, permita-me falar um pouco mais sobre mim.

Eu nasci, muito antes do Raul Seixas, há cerca de doze mil anos para facilitar o comércio e valorar a compra e venda de produtos e serviços. Sou neto do escambo, sobrinho dos metais preciosos e irmão das cédulas. Ao longo do tempo fui tendo muitos filhos, como o cartão de crédito, o Pix, o bitcoin.
Tenho consciência que muita gente pensa ser eu o responsável por tudo o que acontece de ruim no mundo. Dizem que sou eu quem divido ricos e pobres. Que dou muito para poucos e ofereço pouco para muitos.
Mas, não é bem assim.

Eu sou apenas um instrumento nas mãos das pessoas. Dependo delas para existir e, verdadeiramente, são elas que me dão emprego.
Assim, posso comprar a droga que alimenta o vício ou adquirir o medicamento que recupera a saúde. Posso dar valor ao trabalho realizado ou desvalorizar o trabalho de alguém.
Posso ser luz ou sombra. Amor ou ódio. Ser solidário ou egoísta.

Infelizmente, não são poucos os que fazem qualquer coisa para me possuírem. Causam ofensas, roubam, sequestram, corrompem, cometem crimes. Em meu nome, famílias são esfaceladas e amigos se tornam inimigos da noite para o dia.
Acreditam possuírem-me, porém, eu é que os possuo. Não sou eu que os sirvo. Eles é que servem a mim, e, como dizem, tem gente que é muito pobre. Só tem a mim.
Muita gente que vive correndo atrás de mim, acredita que sou a solução. No entanto, muitos que me encontram, reclamam, tempos depois, terem mais problemas para resolver.

Por tudo, vou dizer quem sou.
Eu sou uma energia e poderia fazer muito mais se me dessem oportunidade. Poderia reduzir a fome, minimizar os sofrimentos, proporcionar qualidade de vida, dividir o pão e concretizar sonhos.
Eu só me multiplico, quando dividido. Só consigo somar, se me derem vida para subtrair as diferenças.
Finalmente, se deseja ser realmente meu amigo, basta somente dividir-me com quem necessita.
Sobretudo, não me tenha, se, para isto, tiver que vender a si mesmo.

 

 

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