11/04/2022 às 15h40min - Atualizada em 11/04/2022 às 15h40min

Muita hora nessa calma

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário
wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa – Reprodução Google
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Certa vez participava de uma reunião quando os ânimos ficaram exaltados e, em meio a discussão, alguém levantou e gritou: “Caaalllma geeeeennnnte!” de maneira tão nervosa, agressiva e raivosa que, a partir daquele momento, a situação piorou e se transformou em agressões físicas.
Em tempos atuais, observamos certas manifestações nas redes sociais, no WhatsApp e os “humanos” talvez não percebam (ou percebem?) o quanto são contraditórios.
Evocam a paz com discursos de guerra.
Defendem a democracia e a liberdade de expressão, mas não respeitam o contraditório e cerceiam os adversos.
Manifestam-se contrários aos preconceitos, enfatizando as diferenças.
Enchem o peito, indignados contra a corrupção na vida pública, mas em seus comportamentos individuais, são desonestos.
Utilizam o nome de Deus nas palavras e nos gestos praticam suas atrocidades cotidianas.
Enfatizam a justiça e são injustos.
Advogam em defesa da mulher, mas desacatam as suas parceiras.
Preconizam o bem, exercem o mal.
Desconhecem talvez, que não há espelho melhor do que aquele que reflete, não a imagem, mas os gestos de qualquer pessoa
Citando Ralph Waldo Emerson, "o que você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo."




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