10/01/2022 às 14h00min - Atualizada em 10/01/2022 às 14h00min

O amanhã

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário
wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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Nunca quis saber sobre o futuro, se o amanhã seria melhor ou ainda mais duro.
Não procurei cartomantes, tarólogos ou videntes, o que me reservavam os astros, sempre me foi indiferente.
Assim, entrarei em um novo ano como quem abre a porta de um quarto escuro, como quem viaja em um voo cego, como quem espia por detrás do muro.
Sou apenas um passageiro a mais nesse trem e sei que no final do túnel, existe luz, pois carrego a fé como lanterna e o amor à vida me conduz.
Sei também, não morrerei na véspera e o meu dia chegará, sei, nada nos pertence, vivemos ao Deus dará, mas tudo o que a gente planta, certeza, no amanhã, colherá.
Assim, tranquilizo meu espírito ao olhar para o horizonte, sei, a água chegará, mesmo não sabendo a fonte.
Terei dias felizes e outros nem tanto, em uma hora aportará o sorriso, em outra, desaguará o pranto.
Sei, sobretudo, o ano que termina não representa o final, a flor que morre aqui renascerá em outro quintal.
Enfim, para o ano que inicia, ele será o que tiver que ser e não necessito de premonição, pois o que o corpo sofre para aprender, a alma compreende como evolução.

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