13/12/2021 às 16h18min - Atualizada em 13/12/2021 às 16h18min

Renascimento

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário
wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Pexels
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Morremos dias atrás e renascemos há pouco.
Entre o que foi e o que virá, existe o intermezzo, a passagem, a transição.
Encerramos uma frase com um ponto final e iniciamos outra sem saber ainda o que escreveremos.
Existe o imperativo de atravessar o rio, deixar a margem já conhecida e enfrentar a correnteza, buscando chegar ao outro lado.
Levamos nesta viagem roupas já surradas e algumas que revelam nosso novo vestuário.
Não somos o que fomos e nem ainda o que seremos.
Coexistem duas faces que já não revelam o mesmo rosto.
Sozinhos em nosso quarto, abrimos a gaveta da memória e um álbum com cenas, gestos e falas é o filme de um passado recente.
À nossa frente, os olhos percebem a janela semiaberta descortinando o futuro em névoas de incerteza.
Alguns hábitos parecem não nos querer deixar e desejamos, por vezes, ser acolhidos pelos braços do conhecido.
Mas, sabemos, não há volta em nossa ressurreição, em nossa nova escritura.
Seguimos.
O sol aparece entre nuvens.
Revivemos.



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