25/01/2021 às 13h57min - Atualizada em 25/01/2021 às 13h57min

Divórcios culinários

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário / wiliam.oliveira@uol.com.br / 9 8708 - 6241
Os casos de divórcio e a crise financeira chegaram na cozinha. Alimentos que combinavam tão bem e eram tão harmônicos estão vivendo agora seus problemas conjugais. Como o dinheiro já não dá para o "gastro", o feijão, por exemplo, está se separando do arroz. O café deve deixar o leite nos próximos dias e o queijo (Romeu) está brigando demais com a goiabada (Julieta). O chá já não convive tão bem com a torrada e segundo dizem, o momento está mais para “chá com porrada”. O figo já não acha tão doce, como antes, o doce de leite. A pipoca está pulando de raiva com o guaraná, que a chamou de “piruá”. A batata a firmou dias atrás em conversa reservada que o bife é que vai ficar “frito” a partir de agora. O churrasco está com problemas graves de relacionamento com o vinagrete, pois a cebola já não se entende com o tomate e o pimentão está vermelho de raiva com o cheiro verde. O ketchup está de molho depois da sua última briga com a maionese, pois disse ele, que ela “viajava” demais e isto desgastou a relação. O mamão já não se entende mais com o açúcar e a convivência entre o presunto e o queijo esfriou muito e, dizem, os dois já não vivem mais na mesma geladeira. Comenta-se que a “bomba” que está para estourar a qualquer momento, é que o pão, depois de ter chamado sua parceira de “rançosa”, deve se se separar definitivamente da manteiga e a sua relação extraconjugal com a margarina vai fazer virar a mesa.




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