Às vezes...
29/06/2023 15h35 - Atualizado em 29/06/2023 às 15h35
C
"Às vezes eu me pego absorto
Revendo a minha vida
E pela estrada esquecida
Muitos vultos sem rosto...
É como fruto sem gosto
Esta pálida lembrança
Que por vezes me alcança
Quando penso no passado."
Primeira estrofe de um poema triste que escrevi há muitos anos.
Ora, se faz tempo que o escrevi, então faz tempo que penso no passado. Tanto tempo que muitos rostos tornaram-se apenas vultos.
O óbvio: Eu estou velho!
Eu me aposentei já tem um bom tempo - "bom tempo". Estranho... Por que bom tempo? Bom, deixa pra lá...
Voltando à velhice: Se sou velho e aposentado, por que não cruzo os braços e começo a fazer "NADA"?
Estou começando a entender: São minhas duas facetas.
O velho, que está sempre revendo a vida.
O jovem, que persiste em mim.
Por isso continuo trabalhando. kkk... é preciso pensar no futuro!
Eu sou o mais velho no meio em que convivo.
Eu sou o mais velho no meio em que trabalho.
Às vezes, eu sou o mais jovem em todos os meios em que frequento! *O Brand-News não se responsabiliza por artigos assinados por nossos colaboradores