10/06/2022 às 16h04min - Atualizada em 10/06/2022 às 16h04min

Encontro em Paris com Ernest Hemingway

FOTOS: Brand-News
Foto: Reprodução Google
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Após ter lido “Paris é uma festa”, de Hemingway, sonhei também um dia conhecer a cafeteria famosa na qual o autor era assíduo frequentador. No livro, o escritor norte-americano conta os seus anos vividos em Paris e os cafés que frequentava, as ruas por onde caminhava e os amigos com os quais convivia, entre eles, F. Scott Fitzgerald, Erza Pound e James Joyce.
Suas memórias mostram-nos um Hemingway que deixava de comer, mas não deixava de tomar um vinho nem beber um café no Flore ou no Les Deux Magots (foto).
 
Passava toda a manhã sentado, observando a charmosa e louca Paris dos anos 20 e escrevendo o que lhe conviesse. Paris deu-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade. Após ter escrito esse livro, Hemingway restaurou durante algum tempo a felicidade perdida e o gosto da juventude, vividos naquela época.
 
A oportunidade de conhecer esse café parisiense surgiu em novembro de 2006, quando aceitei o convite da amiga Cecile Siraut, que tinha um charmoso hotel na Rue des Rennes, no coração de Paris, a poucas quadras do Les Deux Magot.
 
Alojados no terceiro andar do prédio, da janela de nosso apartamento eu e Lurdinha assistíamos a toda movimentação de Montparnasse, local preferido pelos turistas e pelos próprios parisienses que procuram bons restaurantes e lojas de grife, assim como tínhamos uma visão da famosa Gare e da Torre Montparnasse, único espigão construído dentro dos 20 arrondissements centrais de Paris, com 56 andares, na época considerado um prédio mal amado pela população, que contrastava com as edificações tradicionais da Cidade luz.
 
Mas nosso principal objetivo era sair pela manhã, descer algumas esquinas avenida abaixo e encontrar a famosa cafeteria, com seu toldo branco e uma faixa verde, protegendo seus clientes sentados em confortáveis cadeiras de vime colocadas sobre a calçada.
 
Após uma longa espera, acabamos conseguindo uma mesa, e por quase uma hora, degustamos lentamente o famoso café, apreciando como o famoso escritor, a grande Festa que é Paris.
 
Do livro “Memórias de um Jornalista Globetrotter” - Odair Camillo
 
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