25/03/2022 às 16h25min - Atualizada em 25/03/2022 às 16h25min

Viajar de avião era um luxo!

Por Odair Camillo - Jornalista
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
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Como viajante contumaz, condição do próprio ofício, com vários passaportes devidamente carimbados em aeroportos de 58 países, às vezes chego a lamentar o que ocorre hoje numa viagem aérea doméstica, como também na internacional.
Sou ainda do tempo em que o homem usava chapéu, terno, colete, paletó e gravata, e as mulheres trajavam belos vestidos e exibiam joias, preparando-se para embarcar para uma viagem de lazer, ou mesmo de negócios, a bordo de empresas aéreas tradicionais, como as saudosas Pan Am (Pan American World Airways), Panair do Brasil, VASP e a própria VARIG, que sempre foi um orgulho dos brasileiros, com suas aeronaves presentes nas principais capitais do mundo.
 
O serviço de bordo era impecável. Alimentação servida em pratos de porcelana, talheres finos, taças de vinhos de várias regiões e safras, uísques e champanhas importados...
Mesmo na classe turística, o viajante era tratado muito bem. Após 9 ou 10 horas de viagem, chegava-se ao destino “cheirando-se” bem, sem a inconveniência por ter a seu lado, como nos dias atuais, um mochileiro trajando uma bermuda, uma regata e um tênis encardido, às vezes exalando mau cheiro por toda a área.
 
Os tempos passaram. Ainda tive a oportunidade de conhecer o comandante Rolim A. Amaro, à frente de sua TAM, recebendo e cumprimentando um a um seus passageiros que chegavam até a porta do avião, caminhando sobre um tapete vermelho.
Sinceramente, viajar de avião era um luxo!
 
Do livro “Memórias de um Jornalista Globetrotter” - 2018

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