15/12/2021 às 14h42min - Atualizada em 15/12/2021 às 14h42min

O que são Escolas Cervejeiras?

Jean Benetti - Sommelier de Cervejas
jean.benetti@bol.com.br

Quando começamos a ler e estudar sobre cerveja, passamos a entender ainda mais como cada sociedade interage com seus elementos culturais e artísticos. Assim como na arte, no mundo cervejeiro também ocorrem núcleos de formação e disseminação de cultura acerca da bebida alcoólica mais consumida no planeta. Depois de muita reflexão sobre o tema, acabou-se por dividir os estilos de cerveja em 4 grandes escolas cervejeiras: britânica, alemã, belga e americana.
 
Cada escola é o reflexo cultural do seu povo e cultura, sendo certo que a definição de uma escola cervejeira guarda íntima relação com os usos e costumes do local, com a representatividade do setor na respectiva comunidade científica, na existência de organizações que representem a cerveja local, nas características cervejeiras e nos conceitos relativos aos processos de fabricação, produtos, estilos, etc.
 
A Escola Britânica engloba a Grã-Bretanha e a Irlanda e remete à tradição Viking das tabernas e também dos pubs, onde ocorre a maior parte do consumo da bebida. As cervejas tradicionais dessa escola não são chamadas de beer pelos britânicos, como se costuma acreditar, mas sim de Ale ou Bitter, e, em geral, são servidas on tap (“chope”).
 
A Escola Belga engloba, além da Bélgica, uma parte de França e da Holanda. A Bélgica se tornou símbolo da diversidade por desafiar todos os limites em relação à cerveja e aos seus mais variados ingredientes. É o país da harmonização de cerveja com os mais variados pratos e sobremesas. A maioria dos mosteiros que produzem as famosíssimas cervejas trapistas estão localizados nesse país, porém os que não estão, produzem quase que exclusivamente estilos da escola Belga.
 
A Escola Alemã é a que possui mais raízes espalhadas pelos países europeus, dentre eles, mais especificamente, a República Tcheca. A cultura milenar alemã está intimamente ligada com o consumo da cerveja e ele se mistura, de maneira indissociável, com a história, o desenvolvimento, a música, os padrões sociais, etc. daquele país. Tanto que é quase que uma tradição do povo alemão beber somente cervejas produzidas em sua cidade ou região, assim como é um costume nacional rejeitar cervejas que tenham algo além dos ingredientes básicos: água, malte e lúpulo.
 
A Escola Americana é considerada a quarta grande escola cervejeira do mundo. Criada a partir de uma releitura das outras três, abusando do lúpulo e do amargor como carro chefe em grande parte dos estilos, consolidou-se, no entanto, nas últimas décadas, em torno da união de micro cervejarias artesanais, de produções caseiras legalizadas e de bares-cervejarias (brewpubs).
 
E aí, qual Escola é a sua favorita? Use os comentários abaixo para nos contar a sua experiência com alguma dessas Escolas.






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