31/08/2022 às 13h33min - Atualizada em 31/08/2022 às 13h33min

Oito museus que contam a história do Brasil

FONTE: Bianca Marchetti - [email protected] - FOTOS: Reprodução Google
Museu da Inconfidência
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Professor do programa de pós-graduação em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi prepara lista de passeios culturais imperdíveis
 
Vários museus pelo país contam a história do Brasil. Os mais conhecidos possuem, além do acervo de visitação, setores de pesquisa, bibliotecas e hemerotecas (coleções ou conjuntos de jornais, revistas ou obras em série). “Visitar museus é uma atividade familiar muito interessante e faz com que o estudante aprenda ainda mais sobre a história contada ali, de forma dinâmica e menos estática, que em sala de aula”, afirma Airton José Cavenaghi, docente dos programas de Mestrado e Doutorado em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi.
 
O docente, doutor em História Social pela USP e professor pesquisador do Mestrado e Doutorado em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi, lista os oito principais museus espalhados pelo País, que são visitas obrigatórias para quem mora ou estiver visitando as regiões.

Museu Imperial
Localizado na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, sua origem remonta a passagem de Dom Pedro I, quando viajou a Minas Gerais em 1822 para buscar apoio ao processo de Independência. No local foi erguido o Palácio Imperial, por volta de 1850, que se tornou a residência de verão da família real. Após a Proclamação da República, torna-se Museu e possui uma série de objetos ligado a presença da família Imperial no local. Sua atratividade turística resulta da curiosidade do público em relação à época do Império no Brasil.
 
Museu da República
Localizado na cidade do Rio de Janeiro, o museu também é chamado de “Palácio do Catete”, pois foi sede da República e local de moradia dos presidentes do Brasil, desde o final do século XIX até 1960, quando a capital federal foi transferida para Brasília. Possui um acervo ligado a presença dos presidentes no local: mobiliário, documentação e iconografia.
 
Museu Republicano de Itu
Funciona em um sobrado, localizado na cidade de Itu, em São Paulo, datado de 1850, onde aconteceu, em 8 de abril de 1873, a “Convenção Republicana de Itu”. Representa o marco do nascimento do Partido Republicano Paulista. O museu, que é considerado uma extensão do Museu Paulista, nasceu em 1923 como resultado das comemorações do Centenário da Independência em 1922 e como sustentáculo ideológico do movimento Republicano. Seu acervo relaciona-se com a história paulista, principalmente do interior do Estado, composto por objetos de época e acervo documental.
 
Museu da Inconfidência
Localizado na cidade de Ouro Preto, nasceu na década de 1930 por iniciativa do então presidente Getúlio Vargas, para abrigar os restos mortais dos Inconfidentes que morreram no degredo da África durante o século XVIII, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal. É considerado o primeiro museu histórico brasileiro fora do eixo Rio de Janeiro-São Paulo. Possui um acervo ligado, principalmente, ao desenvolvimento do cotidiano urbano da cidade de Ouro Preto, em função da inexistência de objetos ligados diretamente ao momento da Inconfidência.
 
Museu do Homem do Nordeste - Muhne
Ligado diretamente à Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Homem do Nordeste está localizado na cidade do Recife, em Pernambuco. Esta instituição traz a atual interpretação da história, ou seja, a percepção do cotidiano do homem comum. Foi concebido por Gilberto Freyre, na década de 1970, e possui um amplo acervo de documentos e etnografias variadas, que contam a história nordestina revelando a formação da identidade cotidiana da região. Sua importância resulta dessa interpretação e ajuda a mostrar que a história do País aconteceu também fora do eixo Rio-São Paulo.
 
Museu Histórico Nacional
Criado no ano do centenário da Independência do Brasil, em 1922, para receber documentos relativos à História do Brasil, este museu fica na cidade do Rio de Janeiro. À época, o Museu Paulista detinha muito dos materiais relacionados ao processo de Independência do País, restando ao Museu Histórico Nacional crescer mediante a doação de documentações privadas relacionadas à História do Brasil. O sucesso desse empreendimento foi enorme, garantindo para gerações futuras a manutenção da memória do País, anteriormente restrita às famílias possuidoras dos documentos. O acervo, principalmente documental, é considerado o mais abrangente do Brasil, com documentos datados desde o século XVI.
 
Museu e Centro de Pesquisa do Sítio Morrinhos
Localizado na cidade de São Paulo, no Jardim São Bento, o Sítio Morrinhos abriga o Centro de Arqueologia da cidade de São Paulo. A casa, que é a antiga sede do Sitio, é de taipa de Pilão e possui mais de 200 anos de idade. O acervo desse museu é composto dos materiais provenientes das escavações e pesquisas arqueológicas realizadas pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) na capital paulista, sendo possível, por exemplo, a observação de antigas urnas funerárias indígenas, reproduções de locais de escavações, além de artefatos neolíticos encontrados no atual bairro do Morumbi e que indicam o único sítio de produção desse tipo de ferramentas conhecido, até agora, em todo o Estado de São Paulo.
 
Museu da Língua Portuguesa
Localizado na antiga Estação Ferroviária do bairro da Luz, na cidade de São Paulo, foi reaberto em 2021 após um grande incêndio, ocorrido no ano de 2015, que obrigou seu fechamento para restauro. Com um acervo bastante diferenciado, por ser um museu da língua portuguesa, é voltado para a virtualidade e interação entre suas peças e os visitantes. A língua portuguesa é considerada um Patrimônio Cultural Imaterial e, assim, o senso comum de pensar que um museu só tem “coisas velhas” é totalmente abandonado quando o local é visitado. Com o fechamento do Museu Paulista (Ipiranga) para reforma, foi o museu mais visitado no Brasil desde sua inauguração.

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