24/08/2022 às 14h59min - Atualizada em 24/08/2022 às 14h59min

Lesões em jogadores de beach tennis têm se tornado comum

FONTE: Agência Healph - Leda Sangiorgio - FOTO: Reprodução Google
Figura meramente ilustrativa
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Estudo revela que 4 em cada 10 jogadores apresentam lesões relacionadas à prática do beach tennis
 
O beach tennis se tornou um esporte muito popular no Brasil e se expandiu para além das cidades do litoral. Contudo, é cada vez maior o número de praticantes que sofrem lesões durante as partidas.
Um estudo recente, publicado no periódico The Physician and Sportsmedicine, apontou que 4 em cada 10 jogadores de apresentam lesões relacionadas ao esporte. Em 48,3% dos casos, as lesões ocorreram nos ombros e cotovelos; 43,3% nas pernas e pés e 8,4% na cabeça e tronco.
A tendinopatia nos ombros e nos cotovelos foi o tipo de lesão mais frequente. Nos membros inferiores, as lesões mais prevalentes foram distensões musculares na região da coxa, entorses, luxações e fraturas nos pés e região do tornozelo.
Os pesquisadores identificaram uma alta prevalência de lesões do dedão do pé, chamado de hálux, como fratura, luxação e entorse. As lesões crônicas são mais prevalentes nos ombros e cotovelos e as agudas nos membros inferiores.

Opinião da especialista
De acordo com Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates, as atividades realizadas na areia macia, como no beach tennis, demandam mais energia dos músculos dos membros inferiores para realizar os movimentos, apesar de reduzir o desgaste articular, já que a areia absorve parte do impacto. Por outro lado, a sobrecarga muscular é maior no impulso devido ao fato da pessoa “afundar” na areia.
“Quando a pessoa não tem um bom condicionamento físico, é comum ocorrer a fadiga muscular, ou seja, o músculo se cansa, perde a capacidade de coordenar os movimentos e de contrair com a velocidade de reação correta para proteger a articulação. As consequências são as lesões nos pés, coxas e tornozelo”, diz.
“Durante o salto na areia, a amplitude e a velocidade articular são maiores do que seriam numa superfície dura. O movimento se torna mais complexo para o tornozelo para conduzir o corpo na vertical. A duração da impulsão do corpo é mais longa e o equilíbrio postural demanda uma maior extensão do quadril”, adiciona a fisioterapeuta.
Temos ainda a instabilidade nos pés quando afundam na areia, o que demanda um controle bom do equilíbrio. Já as lesões nos ombros e cotovelos estão relacionadas ao esforço repetitivo dos movimentos para bater e rebater a bola.
 
Benefícios do beach tennis
Naturalmente, há diversos benefícios na prática do beach tennis, como melhora da coordenação motora, controle muscular propriocepção (capacidade de perceber o corpo no espaço), fortalecimento da musculatura das pernas, glúteo e abdominais, com consequente melhora na estabilidade das articulações.
O esporte é também um ótimo trabalho aeróbico, com gasto energético relativamente maior do que em terrenos mais duros.
 
Como prevenir lesões
“O beach tennis é um esporte que demanda um bom condicionamento físico. Portanto, pessoas sedentárias que pensam em praticá-lo precisam realizar exames de rotina e investir em atividades ou terapias que melhorem o funcionamento global do sistema musculoesquelético”, alerta Walkíria.
A recomendação é investir nesse condicionamento antes de iniciar a prática do beach tennis. O ideal é trabalhar o fortalecimento muscular, amplitude de movimento, correção da postura e melhora da resistência muscular.
“A fisioterapia tem recursos que podem ajudar a alcançar esses objetivos, entre eles o Pilates e a Reeducação Postural Global (RPG). O RPG ajuda a corrigir os vícios de postura e contribui no alongamento global do corpo. Já o Pilates tem benefícios adicionais, como fortalecimento muscular, aumento da consciência corporal, equilíbrio, postura e flexibilidade”, finaliza Walkíria.

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