28/06/2022 às 15h50min - Atualizada em 28/06/2022 às 15h50min

Museu do Amanhã recebe exposição Amazônia, de Sebastião Salgado

FONTE: Gabriella Lopes - Atômica Lab - gabriella.lopes@atomicalab.com.br - FOTO: Divulgação
Xamã Yanomami em ritual durante a subida para o Pico da Neblina. Estado do Amazonas, Brasil, 2014 © Sebastião Salgado
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Exposição que já impactou o público em Paris, Londres, Roma e São Paulo, chegou dia 19 de julho ao Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
 
O Museu do Amanhã apresenta a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, idealizada por Lélia Wanick Salgado, que assina a curadoria. Até dia 29 de janeiro, o público poderá conferir 194 fotografias de tirar o fôlego.
 
Há a grandiosa, deslumbrante, às vezes esmagadora visão da floresta, dos rios, de nuvens e montanhas. Há a beleza e a força dos povos indígenas no seu cotidiano e nas festas, com artefatos, espaços de convivência, expressões de uma miríade de civilizações integradas ao meio. E há o recorte de árvores, animais, margens, várzeas, clareiras. Na imensidão e no detalhe, no poderoso encadeamento da vida mineral, vegetal e animal, ressoa a frase de Sebastião Salgado: “Não são paisagens. É o bioma”. É o todo.
 
A mostra “Amazônia” é o resultado da imersão, por sete anos, de Sebastião e Lélia Wanick Salgado, na região que cobre o Norte do Brasil e se estende a mais oito países sul-americanos, ocupando um terço do continente; e 60% da Amazônia estão no Brasil. A maior floresta tropical do planeta, traduzida pelas lentes e pela cenografia dos Salgado, transforma-se aqui em convite à informação, à reflexão e à ação em defesa do ecossistema imprescindível à vida no planeta. “Ao projetar ‘Amazônia’, quis criar um ambiente em que o visitante se sentisse dentro da floresta, se integrasse com sua exuberante vegetação e com o cotidiano das populações locais”, comenta Lélia.
 
Tomadas por ar, por terra e água, as imagens - praticamente todas inéditas -, que estão distribuídas em núcleos temáticos, revelam o refinamento e a engenhosidade dos povos da região, alguns pouquíssimo contactados - em 1500 eram 5 milhões indivíduos e hoje estão reduzidos a menos de 400 mil. “Na Amazônia inteira, a sofisticação cultural [dos povos] é colossal”, diz Salgado, que registrou 12 etnias (das quase 200 remanescentes) para essa mostra.
 
A voz das comunidades ameríndias, aliás, pode ser efetivamente ouvida em sete vídeos que apresentam testemunhos de lideranças indígenas, sem intermediários. São relatos impactantes sobre a importância da terra, dos rios, da floresta amazônica e dos graves problemas que ameaçam, inclusive, a sobrevivência de indivíduos e de etnias. “Esta exposição tem o objetivo de alimentar o debate sobre o futuro da floresta amazônica. É algo que deve ser feito com a participação de todos no planeta, junto com as organizações indígenas”, defende Sebastião Salgado.
 
O patrocínio master de Amazônia no Brasil é da Seguradora Zurich; o patrocínio ouro, da Natura e do Itaú.
No espaço expositivo, o ambiente sonoro embala a visão das fotografias com a trilha sonora original do francês Jean-Michel Jarre, elaborada a pedido dos Salgado a partir dos sons da floresta.
A exposição apresenta ainda dois espaços com projeções de fotografias. Uma delas mostra paisagens florestais acompanhadas pelo poema sinfônico Erosão - Origem do Rio Amazonas, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959); a outra traz uma sequência de retratos de índios, sonorizada por uma peça de Rodolfo Stroeter especialmente composta.

Estas imagens são o testemunho do que ainda existe e o alerta sobre a terrível possibilidade do desaparecimento da vida e da natureza. Para superar o extermínio e a destruição, a informação, a participação e o engajamento é dever de todos, no planeta inteiro.
 
SERVIÇO:
Sebastião Salgado - Amazônia
De 19 de julho a 29 de janeiro de 2022
Museu do Amanhã (Praça Mauá, 1 - Centro, Rio de Janeiro)
Terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: inteira: R 30 e meia-entrada: R$ 15. Às terças-feiras, a entrada é gratuita

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