11/05/2022 às 14h53min - Atualizada em 11/05/2022 às 14h53min

Após 20 anos Apple encerra as produções do Ipod

FONTE: Eduardo Loys Domit - [email protected] - FOTO: Reprodução Google
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Visando um cenário digital cada vez maior, a aposta da marca é no serviço de streaming
 
Lançado em 2001, o IPod era a alternativa para quem gosta de música, com inúmeras versões até a atual, lançada em 2007, o IPod Touch, no mesmo ano do lançamento do IPhone. Este encerramento pode estar atrelado ao comportamento do consumidor, aponta o produtor musical Thiago Basso.

Segundo o especialista, "no ano passado o Brasil chegou à terceira posição de países que mais consomem os serviços por assinatura e a música está inserida nesse mercado".
 
De acordo com a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês), o crescimento de 24,5% foi a maior alta dos últimos 16 anos. A pesquisa ainda revela que a alta brasileira em 2020 é reflexo do crescimento geral do streaming musical (37,1%), inclusive dos serviços de assinatura de música online (28,3%).
 
Com um faturamento de U$ 13,4 Bilhões, a indústria fonográfica brasileira tem passado por inúmeras transformações, com novos lançamentos frequentes e cada vez mais a presença digital dos artistas tem sido importante para criar proximidade com o público, relata o produtor.

Em fevereiro deste ano o YouTube, maior serviços de streaming do mundo, revelou que a plataforma ganhou novos adeptos e já aponta possíveis sucessos que estavam ocultos pela falta de oportunidades no mercado fonográfico tradicional.
 
"A digitalização favoreceu os músicos a divulgarem seus trabalhos e em alguns casos tornando-os virais. Esse tipo de comportamento é percebido em todas as áreas, já que a internet, além de democrática, tem abertura de diversas frentes, criando proximidade e conexão muitas vezes emocionais com o momento que cada ouvinte está passando, e o simples fato de não depender mais de um único dispositivo, como o IPod, o mercado musical passará por transformações, desde os músicos como A forma de consumirem esse produto", revela Eduardo Domit, Especialista em Neuromarketing e Comportamento do Consumidor.
 
Para Thiago, "esse comportamento marca um fato histórico, que além da alta demanda, é necessário que o músico acompanhe o mercado e não ficar preso à um sucesso do passado, visto que a competitividade está cada vez mais acirrada. O consumidor com diversas opções dificilmente se mantém fiel e o que determinará a permanência do ouvinte, será a capacidade de adaptação ao novo cenário", finaliza o produtor.

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