24/03/2022 às 15h48min - Atualizada em 24/03/2022 às 15h48min

Pinacoteca de São Paulo inaugura a mais abrangente exposição de Adriana Varejão

FONTE: Vanessa Beltrão - Press Officer - FOTO: Tinko Czetwertynski
Curadoria engloba trabalhos inéditos e as séries mais importantes da carreira da artista
plástica brasileira
 
A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, apresenta Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas, exposição panorâmica de Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). A mostra, que será aberta nesta sexta, 26 de março, é a mais abrangente já realizada sobre o trabalho de Varejão, reunindo, pela primeira vez, um conjunto significativo de mais de 60 obras, desde 1985 até 2022. O diretor-geral da Pinacoteca de São Paulo, Jochen Volz, assina a curadoria da exposição.
 
A seleção dos trabalhos propõe uma narrativa da obra de Varejão, uma das artistas brasileiras mais potentes da atualidade, que evidencia a diversidade e a complexidade de sua produção.
Desde suas primeiras pinturas barrocas, a superfície da tela nunca é mero suporte; ao contrário, é um elemento essencial da mensagem da pintura. O corte, a rachadura, o talho e a fissura são elementos recorrentes nos trabalhos da artista desde 1992. Varejão não tem medo da ruptura e da experimentação.
 
A exposição evidencia essas características e o corpo de obras ocupa 7 salas da Pinacoteca, assim como o Octógono. A curadoria inclui desde as primeiras produções, da década de 80, quando Adriana ainda estudava na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como as pinturas A praia, O fundo do mar e O Universo, todas de 1985, e chega até as recentes pinturas tridimensionais de grande escala da série Ruínas de charque.

INÉDITOS - Para o Octógono, espaço central da Pinacoteca, serão apresentados 5 trabalhos dessa série. Dois inéditos que foram produzidos especialmente para esta exibição: Moedor (2021) e Ruina 22 (2022). Um terceiro destaque deste conjunto é Ruína Brasilis (2021), generosamente doado pela artista para a coleção da Pinacoteca de São Paulo e esteve em sua última exposição em Nova York no ano passado.
 
Importante destacar que muitas das obras desta mostra tiveram pouca ou quase nenhuma visibilidade no Brasil, ganhando rumos internacionais quase que imediatamente após a sua realização. É o caso de Azulejos (1988), primeiro trabalho em que Varejão usa como referência um painel de azulejaria portuguesa, encontrado no claustro do Convento de São Francisco, em Salvador.
A tela, que pertence a uma coleção europeia, antecede os seus famosos “azulejos” que acabaram se tornando um fio condutor para tantas outras peças, aparecendo como suporte, geometria ou objeto pictórico. Dada a importância desta matéria em sua trajetória, uma das salas da exposição está dedicada as pinturas influenciadas pela azulejaria portuguesa, entre outras a instalação Azulejões (2000), com 27 telas de 100x100cm cada.
 
A exposição tem patrocínio da siderúrgica Ternium, maior produtora de aço da América Latina e acionista da Usiminas na Cota Apresenta; B3 e Itaú na Cota Platinum; Mattos Filho e Verde Asset Management na Cota Ouro; Grupo Carrefour Brasil e Ageo na Cota Prata; e Magazine Luiza e Iguatemi na Cota Bronze.
 
 
SERVIÇO:
Adriana Varejão: Suturas, fissuras, ruínas
Período: 26/03/2022 a 01/08/2022
Local: Edifício Pinacoteca Luz - Praça da Luz 2, São Paulo -1º andar e Octógono
Horário: De quarta a segunda, das 10h às 18h
Ingressos no site da Pinacoteca
R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia-entrada)
Gratuito para crianças até 10 anos e pessoas acima de 60 anos
Sábado, gratuito para todas as pessoas

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