22/01/2021 às 16h09min - Atualizada em 22/01/2021 às 16h09min

A importância da prevenção do câncer de colo de útero; ginecologista da Unimed Poços fala sobre o tema

FONTE: Opção Comunicação
Ginecologista da Unimed Poços lembra que o câncer de colo de útero é o terceiro de maior incidência entre as mulheres
 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo de útero é o terceiro mais incidente na população feminina, atrás apenas dos cânceres de mama e de colorretal. Mesmo sendo o tipo com maiores possibilidades de ser prevenido, ele acomete 16 mil mulheres no Brasil por ano. Por isso, este mês, denominado “Janeiro Verde”, é dedicado à conscientização sobre a importância da prevenção dessa doença.
Segundo a médica Maria Aparecida Ponce Cardillo, ginecologista da Unimed Poços, cerca de 90 a 95% do câncer de colo de útero tem como principal fator a infecção por HPV (Papilomavírus Humano), transmitido por contato sexual. “Mas existem outros fatores que podem favorecer o aparecimento deste tipo de câncer, como o início da vida sexual muito precoce - antes dos 16 anos -, ter vários parceiros sexuais, não usar preservativos, ser fumante, entre outros”, explica a médica. “A prevenção é muito importante. O SUS disponibiliza a vacina contra o HPV, gratuitamente, para meninos e meninas a partir dos 9 anos e, toda mulher, dos 25 aos 65 anos deve ir, pelo menos, uma vez por ano ao ginecologista e fazer exames periódicos de Papanicolau. O Ministério da Saúde preconiza que a mulher que tenha tido dois exames com resultados negativos, em um intervalo de um ano, pode começar a realizá-lo a cada três anos”.
Apesar de ser uma doença de fácil diagnóstico, muitas mulheres, por desconhecimento ou medo, não levam a sério a prevenção. “Quanto mais precoce a detecção, mais tranquilo é o tratamento e maior a chance de a mulher ter uma vida normal”, destaca Maria Aparecida. “O câncer de colo de útero é uma doença silenciosa, desenvolve-se muito lentamente e praticamente sem sintomas. Somente quando ele está mais avançado, a mulher começa a ter sangramentos vaginais fora do ciclo menstrual, secreção vaginal anormal e com odor forte, e dores no abdômen relacionadas a queixas urinárias ou intestinais. Nesses casos, o tratamento é mais agressivo. Enquanto na fase inicial uma cirurgia remove a parte lesionada, nas formas mais avançadas, é necessário o tratamento a base de quimio, radio ou imunoterapia, além de cirurgias maiores, como a retirada do útero”.
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