A vida como ela é

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Foto gerada por IA

Pistoleira fashion
Jovem mãe, bonita e bem vestida, entra numa boutique nos arredores da Assis Figueiredo e pede à vendedora para provar uma enormidade de roupas. Enquanto desfila, mirando-se no espelho, repreende sem parar a criança que, óbvio, não tem paciência para aguardar a solução das dúvidas fashion.

O nome pouco convencional da criança chama a atenção da atendente. Escolhas feitas, a moça enche sacolas e diz que vai ao carro buscar o cartão de crédito. Meliante de ideias premeditadas, ela acomoda o(a) filho(a) e as “compras” no veículo, senta-se ao volante e desaparece em alta velocidade, para espanto da lojista e das funcionárias.

Numa investigação particular, partindo do nome incomum da criança, a dona da loja descobre nome, endereço e até a página da pistoleira da moda no Facebook. Consta que, depois do BO e da abordagem policial, a picareta mandou pagar as roupas.

Dizem, ainda, que, marcada como malfeitora no circuito fashionista de Poços, ela pintou o cabelo (e não pagou o cabeleireiro!) e continua circulando com intenções nada edificantes.

Pistoleiros derrotados
Sozinha na casa do Jardim Europa, os patrões longe, viajando, e ela ali - fiel ao dever, como fazia todos os dias. Mas, naquela manhã, o cotidiano foi interrompido pela violência. Três homens armados, rostos fechados, surgiram como uma treva súbita.

Rendida ainda na entrada, não teve tempo sequer de compreender o que acontecia. Puxaram-lhe os cabelos com crueldade e a obrigaram a engatinhar - gesto vil, calculado para humilhar.

Queriam o quarto do casal. Insistiam, ansiosos, farejando joias, dinheiro, qualquer vestígio de valor. Afoitos, tomados pela pressa e pela cobiça, invadiram o dormitório, abriram gavetas, arrancaram portas de armários, revirando tudo com furor.

Foi então que, em meio ao caos, acendeu-se um instante de clareza. A senhora, assustada, mas lúcida, percebeu a brecha. Com as mãos trêmulas, porém decididas, trancou a porta da suíte por fora. Eles ficaram lá dentro - prisioneiros da própria arrogância.

Saiu em disparada pela rua, gritando por socorro, chamando a polícia, ainda com os joelhos marcados pelo chão. E os valentões viram-se, de repente, acuados.

Fugiram pela janela, sem nada levar. Saíram derrotados - não pela força, mas pela coragem silenciosa de uma mulher destemida e pela própria incompetência. Pistoleiros de fancaria, acabaram encurralados pela astúcia de quem escolheram como vítima.

Nota do cronista: textos baseados em histórias reais.

 

 

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