Uma reflexão sobre a manifestação do CONDEPHACT contra o Flipoços
Flipoços 2026 no Parque José Affonso Junqueira - Foto: Bruno Alves
O ex-secretário de Cultura de Poços (2013/2016), há 10 anos como secretário de Cultura de Machado, membro da Academia Poços-Caldense de Letras e Delegado Nacional de Cultura, professor João Alexandre Moura, se manifestou em relação à polêmica envolvendo o CONDEPHACT e o Flipoços - Festival Literário Internacional de Poços de Caldas.
Na matéria publicada hoje na seção de Cultura (link abaixo), o Brand-News detalha as informações sobre o ofício enviado à GSC Eventos Especiais, que realiza o tradicional e respeitado evento, enumerando questões que justificam a não autorização do uso do Parque José Affonso Junqueira para a edição do festival literário naquele espaço. A empresa, por sua vez, reafirma seu compromisso com a preservação do Parque José Affonso Junqueira, contesta a ausência de fundamentação técnica para a vedação do Festival, e propõe a construção de um plano conjunto de compatibilização entre patrimônio histórico e uso cultural.
"Este Condephact é o mesmo que permitiu aquela construção pseudofuturista em frente à FEPASA? O mesmo que autorizou o monumento aos italianos na Praça do Rotor em frente à antiga Prefeitura?
Isto é apenas para refletirmos, nada contra a comunidade italiana que desenvolveu e contribuiu e muito para Poços de Caldas, mais situações deliberativas como as citadas acima e de bens permanentes passaram por este Conselho que necessita de um olhar mais estético sobre a paisagem cultural, natural e tombada de Poços de Caldas.
Citar impactos na vegetação do Parque, como assim? Temos outros exemplos de eventos importantes como o Poços Classic Car e outros eventos momentâneos, falaram da grama, como assim? No auge da extinta Sinfonia das Águas milhares de cadeiras eram espalhadas pelo espaço.
Mencionaria outros tantos exemplos, argumentos jurídicos, exemplos fora de Poços e tantos outros.
Deselegante esta manifestação do Condephact contra o Flipoços, um festival lindo, organizado, de dimensão internacional de forte impacto na educação, cultura, turismo e economia criativa de Poços de Caldas.
A visão sobre o patrimônio cultural material tombado no Brasil e no mundo é outra, estudiosos, pesquisadores e a literatura acadêmica traz perspectivas de proteção ao patrimônio tombado, porém sua relação com bens imateriais, artísticos e literários como no caso do Flipoços.
A deselegância do Condephact soa bastante radical e total desconhecimento entre o que é material e imaterial, entre o simbólico e a atmosfera cultural ofertada pelo Flipoços. Enfim, apenas uma reflexão em algumas palavras.
Um afetuoso abraço, à curadora e amiga Gisele Ferreira, pessoa competente, cumpridora de seus deveres, e sabedora de seus direitos enquanto agente cultural e promotora de cultura reconhecida internacionalmente."
Por João Alexandre Moura - secretário de Cultura de Machado, membro da Academia Poços-Caldense de Letras e Delegado Nacional de Cultura
Link da matéria "CONDEPHACT não autoriza edição 2027 do Flipoços no Parque; GSC Eventos cobra isonomia e justiça na aplicação das regras": https://brandnews.com.br/noticia/20871/condephact-nao-autoriza-edicao-2027-do-flipocos-no-parque-gsc-eventos-cobra-isonomia-e
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