Marrocos: bom futebol, respeito às leis e hospitalidade de um povo amigo

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Foto: Brand-News

Nunca fui apaixonado por futebol. Confesso que os gramados jamais despertaram em mim o mesmo entusiasmo que os aeroportos. Admirei, no entanto, a garra dos marroquinos nesta Copa. Mas o assunto é outro.

Em março de 2010 chegávamos à Casablanca, no Marrocos, ansiosos por conhecer a cidade que ostentava o icônico Rick´S Café, local onde cenas protagonizadas por Ingrid Bergman e Humphrey Bogart rodaram o mundo e ganharam três Oscar. Anos depois ficamos sabendo que o famoso café-bar, foi filmado nos estúdios da Warner Bros, na Califórnia (EUA). Mas valeu a pena a visita!

Conhecemos a mesquita de Hassan II, uma das maiores do mundo, construída à beira do Atlântico. No seu grandioso portal, Lurdinha posou para uma foto que, anos depois em 2018, tornou-se a capa de seu único e maravilhoso livro, Lurdinha Camillo - Pelo Mundo” (foto).

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Permanecemos na cidade alguns dias e, numa manhã, decidimos passar o dia em Marrakesh - uma das mais importantes e conhecidas cidades marroquinas - distante pouco mais de duas horas num confortável trem.

Logo na chegada, uma estação ferroviária de arquitetura impressionante, nos recebeu. Optamos por conhecer a cidade a bordo de um ônibus turístico panorâmico (foto) e nele tivemos o contato com as árvores frutíferas em toda a extensão das avenidas, com seus frutos bem próximos às nossas mãos. 

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Marrakesh é um destino vibrante que mistura a agitação dos souks com palácios históricos. Caminhamos pela icônica praça Jemaa el-Fna, local repleto de contadores de histórias, e encantadores de serpentes.

Mas o mais interessante aconteceu, já a noitinha, quando decidimos pernoitar em Marrakesh para gozarmos de mais um dia na bela cidade. E qual não foi nossa surpresa: havíamos deixado os passaportes no hotel em Casablanca.

Tentamos nos hospedar num dos hotéis da cidade, mas nenhum deles nos aceitou como hóspedes. Foi então que presenciamos uma das mais belas demonstrações de solidariedade. Uma recepcionista aproximou-se discretamente e ofereceu sua própria casa para que passássemos a noite. Não podia descumprir a lei, mas também não queria nos deixar desamparados. Agradecemos, sensibilizados, e voltamos à estação ferroviária. Ainda deu tempo de pegarmos o último trem de volta à Casablanca.

 

 

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