Sempre precisei de um artista
Foto meramente ilustrativa - Reprodução Google
Eu sempre precisei de um artista.
Para entender melhor o mundo, encontrei abrigo nas palavras de tantos escritores.
Para escutar com mais profundidade, foram os músicos que me ensinaram a ouvir.
Para perceber que a vida é feita de cores - mesmo nos dias cinzentos -, caminhei entre pintores, em livros e exposições.
E quando os problemas insistiam em ficar, foi a dança que invadiu meu palco, reinventando meus passos.
A casa onde moro carrega o traço de um arquiteto, que transformou concreto em acolhimento, função em beleza.
E o quanto minha vida se ampliou pelas telas do cinema - no romance, no mistério, na comédia -, revelando outras vidas dentro da minha.
Para lembrar de quem amo e já não está aqui, lá está a fotografia, silenciosa, congelando a saudade no tempo.
Enfim, talvez tenha sido a arte o meu maior processo de cura.
Foi por ela que, quem sabe, não precisei de tantos médicos.
A arte foi, sem dúvida, minha maior professora.
Por tudo isso, aos artistas de todas as formas e expressões, deixo o meu mais sincero agradecimento e reconhecimento.
Porque eu sempre precisei - e sempre vou precisar - de um artista.
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