25/03/2024 às 13h33min - Atualizada em 25/03/2024 às 13h33min

Doenças de outono: é gripe, resfriado, pneumonia, COVID-19 ou virose?

FONTE: Bernadete Druzian - [email protected] - FOTO: Reprodução Google

 
Época do ano aumenta a incidência de enfermidades respiratórias e sintomas se confundem
 
No último dia 20 de março, o verão abriu espaço para o outono, tempo mais seco e de poucas chuvas. Nesse período cresce a incidência de doenças respiratórias. Muitas vezes os sintomas aparecem e o diagnóstico fica inconclusivo.
 
A pneumologista Dra. Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) , diferencia as principais doenças e esclarece quais são as mais comuns neste período.
 
Saiba quais são as doenças de outono
 
Alergias e os “ites” crises de rinite, sinusite, faringite: por conta da maior concentração de poeira e poluentes no ar, ocorre com mais frequência os quadros alérgicos nesse período do ano. As mucosas ficam ressecadas e há aumento de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.
O que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas e que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente, os brônquios. A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.
 
Resfriados e pneumonias: a baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus, como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.
O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura, como é possível ver neste ano, saindo de um calor intenso de verão para uma frente fria que atinge o Brasil em uma mesma semana que o outono chega. O brusco resfriamento das vias aéreas aumenta o risco de infecções virais. O mesmo pode acontecer com o uso de ar condicionado, local onde pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella.
 
Gripe / Influenza: Com a queda de temperatura, normalmente as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados, o que ajuda a proliferar doenças respiratórias, uma vez que o vírus influenza tem alta transmissibilidade por espirro e tosse, além do contato direto das mãos e objetos comuns como corrimões e maçanetas.
 
Viroses: O mesmo explicado no caso de gripe acontece em quadros de virose, pois o tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, que têm rápida transmissão entre as pessoas. É comum as viroses causarem diarreia, febre, vômito, enjoo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal e entre outros sintomas.
 
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): É um grupo de doenças respiratórias muito relacionadas ao tabagismo. Com o ar seco e a inflamação de mucosas entre os meses março e junho, há maior incidência da bronquite crônica (estreitamento das vias aéreas) e do enfisema (danos irreversíveis nos alvéolos).
 
COVID-19: Além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar diminuição do olfato e paladar.
 
Resfriados podem ser diagnosticados com sintomas de mal-estar, espirros, coriza e obstrução nasal, febre, mas que em geral se tornam leves depois de 48 horas. Já o quadro inicial da gripe se assemelha ao do resfriado, porém, o tempo do paciente sintomático é maior, tendo duração em torno de uma semana, podendo até levar a falta de apetite e a perda de peso.
 
O que fazer durante os meses de outono para evitar doenças respiratórias?
 
De acordo com a pneumologista Dra. Maria Vera Cruz, a boa hidratação é o ponto chave, bem como manter a imunidade alta. É possível repor líquidos com água, chás e sucos e se alimentar adequadamente com alimentos leves, sem deixar o estômago vazio por muitas horas. “É bom evitar a aglomeração de pessoas em locais fechados, manter os ambientes arejados e umidificados para não facilitar a transmissão dos agentes infecciosos, além de se preocupar com a higiene das mãos”. A especialista enfatiza a importância de manter a vacinação em dia. A vacina bivalente protege o agravamento tanto da COVID-19, quanto do vírus Influenza da Gripe, indicado para todas as pessoas com mais de 60 anos e de qualquer idade com comorbidades e fatores de risco. “Hidratação e lavagem nasal com soro também ajudam nessa época”, explica.
Vale lembrar que a vacina contra a gripe protege contra o vírus H1N1, que é a infecção respiratória em humanos causada por uma cepa de influenza que surgiu pela primeira vez nos porcos.
 
SOBRE O IAMSPE - O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe), órgão do Governo do Estado de São Paulo vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital, é o sistema de saúde do servidor público estadual. Com uma rede de assistência própria e credenciada presente em mais de 160 municípios, o Iamspe oferece atendimento a 1,3 milhão de pessoas, entre funcionários públicos estaduais e seus dependentes.

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