15/03/2021 às 14h46min - Atualizada em 15/03/2021 às 14h46min

Chegou o dia

Jornalista, publicitário, escritor e professor universitário - wiliam.oliveira@uol.com.br
Figura meramente ilustrativa - Reprodução Google
"Não lhe dou mais que um ano de vida". A frase do médico era curta e grossa. Também não poderia ser diferente. Tinha sido reprovado em todos os exames: colesterol, triglicérides, glicemia. Também não poderia ser diferente. Fumava 2 maços por dia, tomava todas e mais algumas e comia tudo o que não podia: frituras, carne gordurosa, salgadinhos. Contudo, após ter se acabado nas festas de final de ano, estava resolvido: o ano novo iria ser diferente. E assim foi. Mudou a alimentação: agora tudo era fitness e controlado por nutricionista. Começou a fazer academia três vezes por semana. Parou de fumar e bebida... nem socialmente! Durante o ano todo foi perdendo quilos e ganhando saúde. Perdeu a barriguinha e encontrou novamente o público feminino. Era um novo homem. Orgulhoso, a todo momento se olhava no espelho. Havia ganho um corpo de bombeiro: esguio, esbelto, aquele tanquinho, onde antes havia uma lavadora. O final de ano chegou e ele manteve a dieta. Tudo tinha sido tão diferente e ele estava tão disposto que resolveu se dar um presente: iria passar as férias em um resort luxuoso no litoral baiano. Porém, não teve sorte de ir para o resort. No primeiro domingo de janeiro, ao correr pelo parque, teve um infarto fulminante. O médico, afinal, tinha razão.







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