04/03/2021 às 14h35min - Atualizada em 04/03/2021 às 14h35min

UFMG tem sete projetos em andamento na corrida pela vacina brasileira contra a Covid-19

FONTE E FOTOS: Texto de Luana Macieira / REITORIA-CEDECOM-Assessoria de Imprensa
Marcílio Lana - UFMG

 
São vários os vetores e plataformas usados nas pesquisas, todas em fase pré-clínica
 
Pfizer/BionTech, Oxford/AstraZeneca, Moderna, Sinopharm, Sputnik V, Coronavac e Covaxin são algumas das vacinas que já estão sendo aplicadas em todo o mundo como estratégia de combate à pandemia de Covid-19. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma vacina leva cerca de 10 anos para ser desenvolvida. No caso da infeção pelo novo coronavírus, os estudos focados no desenvolvimento de imunizantes ocorreram em tempo recorde - cerca de um ano depois do início da pandemia já existem vacinas comprovadamente eficazes sendo aplicadas.
Com o objetivo de agilizar a vacinação no Brasil, universidades brasileiras e institutos de pesquisas também estão na corrida para o desenvolvimento de um imunizante nacional. Hoje, a UFMG trabalha com sete projetos: cinco no Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas), parceria estabelecida entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), e duas no Instituto de Ciências Biológicas (ICB).
Segundo Ana Paula Fernandes, uma das coordenadoras do CT-Vacinas e professora da Faculdade de Farmácia da UFMG, a busca por uma vacina nacional que previna a Covid-19 é importante para frear a pandemia e ajudar o país a criar as bases para a produção de imunizantes contra outras doenças no futuro. “Todo o conhecimento adquirido nos estudos para a vacina contra a covid-19 será útil para que possamos criar vacinas contra outras doenças, visto que alguns processos se repetem em todo o percurso de desenvolvimento de um imunizante. Além disso, desenvolver os passos de uma vacina no Brasil é fundamental para a soberania nacional, pois nos garante certa independência no combate às doenças”, diz.
 
“O BRASIL TEM PRESSA” - No CT-Vacinas, são três imunizantes que utilizam plataformas de vetores virais, um baseado em proteína recombinante e outro que utiliza DNA. Já no ICB, uma das vacinas desenvolvidas utiliza RNA, e a outra, bacilos de Calmette-Guérin (BCG).
As sete vacinas estão na fase de estudos pré-clínicos, que é quando os pesquisadores avaliam a sua imunogenicidade, ou seja, a capacidade da substância de provocar uma resposta imune do organismo por meio do desenvolvimento de anticorpos que combatem a doença. Essa fase também atesta os níveis de proteção e segurança do imunizante em animais.
De acordo com Ana Paula, todas as plataformas utilizadas nas pesquisas feitas na UFMG já são usadas no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, o que ajuda a garantir a segurança dos imunizantes. Além disso, apesar de todas essas vacinas ainda estarem na fase pré-clínica dos estudos, cada uma delas apresenta complexidades distintas e seria produzida, caso comprovadamente eficiente, de maneira diferente. 
“Precisamos lembrar que a produção de uma vacina é um processo complexo. Para ganharmos tempo, embora ainda estejamos na fase de testes em animais, o CT-Vacinas já está conversando com as fábricas que poderão produzir os imunizantes para as fases de testes clínicos em humanos. Também estamos conversando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que, quando autorizadas as fases clínicas, isso seja feito o mais rapidamente possível. O Brasil tem pressa para vacinar a sua população, então é importante que consigamos financiamento para as próximas etapas dos estudos”, diz.


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