12/08/2022 às 15h23min - Atualizada em 12/08/2022 às 15h23min

Roteiro histórico apresenta a riqueza do Litoral Norte de São Paulo além das belezas naturais

FONTE: Assimptur Assessoria de Imprensa - [email protected]
Forte de São João em Bertioga - Foto: Diego Bachiéga
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Ocupada desde o período pré-colonial por comunidades indígenas, a região que compreende o Circuito Litoral Norte de São Paulo teve grande importância no momento da chegada e ocupação dos portugueses, assim como toda a costa brasileira. Dessa forma, as cidades de Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba preservam, até hoje, resquícios históricos não só de costumes, como também de construções e aspectos culturais.
Os traços da história, que se confundem com a formação do país, compõem um roteiro repleto de riquezas que podem ser observadas em um passeio pela região.
 
Em Bertioga, por exemplo, o Forte de São João, construído em 1547, é considerado o mais antigo do Brasil. Tombada como Patrimônio Histórico-Cultural pelo IPHAN e candidata a Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO, a fortaleza é aberta à visitação e conta com antigas armaduras e armas da esquadra portuguesa, fragmentos do livro de Hans Staden e salas temáticas com o acervo indígena como lanças, arcos, flechas, entre outros.
“Temos também a Usina de Itatinga, que é no alto da serra, e no momento não está aberta para visitação, e espero que se torne rapidamente um ponto importante. É a primeira usina do Brasil construída em 1910 e trazida da Inglaterra, peça por peça, junto tem uma vila histórica também trazida da Inglaterra da mesma forma”, acrescenta o secretário de Turismo de Bertioga, Ney da Rocha.
 
Já em Caraguatatuba, um city tour histórico pode incluir pontos que revelam a história da cidade e da região, tais como o Santuário Diocesano de Santo Antônio, finalizado em 1870, que está no centro da cidade tem sua tradicional festa no mês de junho; o Relógio do Sol, que foi construído em 1957 e representa o marco zero da cidade, tendo sua base constituída por granito e gnaisse bastante estirado; o primeiro coreto de Caraguatatuba, construído na década de 1930 e que costumava ser um espaço para apresentações de festividades regionais; e o Chafariz da Praça Dr. Cândido Motta, construído em 1919, que foi o primeiro ponto a oferecer água encanada à população local.
“Caraguatatuba é sol, praia, mas é muito mais que isso! É história contada através de nosso povo, costumes e tradições; é a cultura caiçara viva em nossos atrativos turísticos históricos. Importante que essas memórias sejam preservadas para que saibamos reconhecer o valor da nossa gente da nossa terra”, ressalta a secretária de Turismo de Caraguatatuba, Maria Fernanda Galter Reis.
 

Em Ilhabela, a secretária de Desenvolvimento Econômico e do Turismo, Luciane Leite, destaca a diversidade cultural que a ilha oferece aos visitantes: “Em Ilhabela o imaginário dos turistas é estimulado com a rica história, cultura caiçara, lendas e estórias de piratas e tesouros. Temos heranças indígenas e também da época colonial, passamos pelos ciclos do café e da cana-de-açúcar. Tamanha diversidade influenciou a paisagem e hoje pode ser vivenciada na arquitetura da Vila, na Fazenda Engenho D’água, no Museu Náutico, pode ser experimentada na gastronomia e em diferentes experiências ofertadas no município.”
A Fazenda Engenho d’Água, por exemplo, é um importante patrimônio histórico e cultural da cidade, tendo sua construção datada do fim do século XVIII ou início do XIX, e sendo tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, em 1945, e depois pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico - Condephat, em 1973.
Com recente reinauguração, o Museu Náutico de Ilhabela fica localizado no prédio da antiga Cadeia e Fórum, na Vila, Centro Histórico da cidade. O local conta com uma coleção de peças vindas de naufrágios, principalmente do Príncipe de Astúrias, além de painéis com informações e imagens, com destaque para o painel de seis metros com a linha do tempo indicando naufrágios desde 1825 até 1990. No Museu, os visitantes também podem conhecer a história dos faróis costeiros de Ilhabela, como o Farol Ponta do Boi, de 1900 e maquetes de embarcações.
A antiga Cadeia e Fórum de Ilhabela, que abriga o Museu, também é tombada pelo Governo e considerada patrimônio histórico pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico.
 
Quando o assunto é história, São Sebastião também abriga diversas construções que tiveram grande importância no passado. O prédio da atual Casa da Cultura, por exemplo, foi construído no século XIX e abrigou a primeira escola pública da cidade. Tem padrões coloniais de arquitetura e contou com três principais técnicas em sua construção: pedra e cal (paredes externas), pau a pique (parede dos fundos) e tijolos (divisões internas). Atualmente abriga um centro cultural com exposições, oficinas culturais e laboratório de informática.
Já a Igreja Matriz da cidade teve sua primeira construção finalizada no século XVII, porém no século XIX passou por grande reformulação, que deu a ela as características atuais. Construída em pedra e cal, possui estilo arquitetônico comum do Brasil colonial.
“Os patrimônios arquitetônicos eternizam, através dos séculos, a riqueza cultural de São Sebastião, e a Prefeitura, por meio da Fundass, amplia suas ações de salvaguarda, demonstrando seu respeito e empenho em preservá-los. Em breve será inaugurada a Casa do Patrimônio, para abrigar todo o acervo do Arquivo Histórico da cidade. Outra ação de valorização à cultura é a realização de Visitas Monitoradas pelo Centro Histórico. A Secretaria de Turismo, em parceria com a Secretaria da Educação, promove essas visitas aos turistas e também aos alunos de unidades escolares do São Sebastião, para que possam conhecer a história e a cultura da cidade”, comenta a secretária de Turismo de São Sebastião, Adriana Augusto Balbo.
 

Em Ubatuba, é possível fazer um tour histórico-cultural, onde se concentram construções como o Casarão do Porto, tombado pelo patrimônio histórico, que foi construído em 1846 pelo armador Manoel Baltazar da Cunha Fortes. Assim como a Igreja da Exaltação à Santa Cruz, construída na segunda metade do século XVIII. E a Casa Thomaz Galhardo e antiga Câmara Municipal, construção do século XIX, antiga residência do Professor Thomaz Galhardo, autor da primeira cartilha de alfabetização do Brasil.
“Ubatuba é uma cidade de muitas histórias e diversas estão relacionadas com a história do Brasil, temos por aqui sítios arqueológicos datados de mais de 2 mil anos, a Ilha do Mar Virado e um ponto que registra mais de quatro períodos de ocupação, muitos destes artefatos estão em estudo. Em parceria com a Fundart (Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba) estamos realizando diversas ações no sentido de resgatar e cuidar da nossa história, cultura, e dos povos tradicionais presentes no território. Também possuímos muitos monumentos e prédios históricos no Centro e, recentemente, através de uma parceria com a Associação Coaquira de Guias de Turismo, Monitores e Condutores de Ubatuba, lançamos o projeto do City tour histórico-cultural com guias de turismo especializados na área e que abordam com sabedoria nossos pontos da região central de forma lúdica e que envolve e ensina sobre a cidade aos visitantes. Nosso objetivo é trabalhar as parcerias e desenvolver ações que valorizem o patrimônio que Ubatuba é, tantos para nós moradores, os visitantes e para o Brasil”, finaliza o secretário de Turismo de Ubatuba, Alessandro Luís Morau.
 
Para conhecer todas as experiências do Litoral Norte de São Paulo, acesse: https://circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias
E para saber como fazer o seu passeio com segurança, visite o Guia Geral do Circuito Litoral Norte: https://circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral

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