11/04/2022 às 16h26min - Atualizada em 11/04/2022 às 16h26min

Estudo diz que quanto mais as mulheres são inteligentes, menos se casam; neurocientista comenta

FONTE: MF Press Global - FOTOS: Foto Fabiano de Abreu (FAP - Tomorrow Summit) / Foto ilustrativa (Pixabay)
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Um estudo realizado por várias universidades inglesas revelou que as mulheres têm 40% menos probabilidade de se casarem se forem bem sucedidas ou tiverem estudos universitários ou de pós-graduação. Para o neurocientista Fabiano de Abreu Agrela, a porcentagem pode estar ligada ao fato de as mulheres que se dedicam aos estudos e/ou trabalho terem menos tempo de se relacionarem.
 
O professor explicou que é necessário definir um comportamento a partir de fatores diversos, entre eles, a cultura e o fenótipo, para que assim se possa chegar às possíveis conclusões.

Para encontrar o resultado do estudo, os especialistas britânicos analisaram um grupo de 900 mulheres e homens por 40 anos. Todos eles foram observados desde os 11 anos de idade. Após uma série de análises, concluiu-se que quanto melhor a mulher estiver no ambiente de trabalho, mais difícil será para ela se casar.
  
O PhD em neurociências afirmou que, historicamente, os homens sempre quiseram uma mulher que cuidasse com mão de mãe e amor de mulher.

“Mulheres mais bem sucedidas profissionalmente, que ocupam postos de trabalho mais bem remunerados, têm maior liberdade de escolha. Pois têm independência financeira. Sem independência financeira não se tem independência alguma. As mulheres sempre se submeteram pela impossibilidade de sustento para si e sua prole”, disse.
 
O professor também explicou que, com liberdade sexual e independência financeira, é mais raro ficarem em relacionamentos opressores e tóxicos. Mesmo amando, aprenderam a amar mais a si e sua liberdade.

“O homem culturalmente liderou em toda história evolutiva, devido ao hormônio testosterona, foi formatada uma cultura de liderança na família, assim como os leões e outros animais do nosso reino, mas estamos nos adaptando aos moldes de uma sociedade diferente, e esta insegurança masculina cai quando o homem é inteligente. Homens muito inteligentes são seguros de si, pois sabem da própria capacidade e buscam mulheres inteligentes por dois motivos, um é para aperfeiçoamento da espécie, outro é para ter alguém com quem possam trocar conhecimento. Levando o relacionamento a uma, também, amizade e parceria”, afirmou.
 
Ainda segundo Fabiano, o medo da mulher mais inteligente está relacionado com a insegurança do homem e isso pode influenciar nos números da pesquisa em questão, nos levando a questionar: as mulheres mais inteligentes se casam menos ou os homens têm medo de se relacionarem com mulheres bem sucedidas?

Os autores do estudo também concordam com o ponto de vista do brasileiro: nem tudo é culpa do QI. Os pesquisadores dizem que no caso de mulheres com mais anos de estudos, também pode ser dado o fenômeno de que elas passam mais tempo estudando do que outras mulheres, e que atrasam suas núpcias além do ponto de sua atração máxima e sua maior fertilidade.
 
 
SOBRE FABIANO DE ABREU AGRELA - Dr. Fabiano de Abreu Agrela é diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat - La Red de Investigadores Latino-americanos, do comitê científico da Ciência Latina, da Society for Neuroscience, maior sociedade de neurociências do mundo nos Estados Unidos e professor nas universidades; de medicina da UDABOL na Bolívia, Escuela Europea de Negócios na Espanha, FABIC do Brasil e investigador cientista na Universidad Santander de México.

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