10/02/2021 às 14h35min - Atualizada em 10/02/2021 às 14h35min

Ansiedade e pandemia

Dra. Camila Beltrame - dracamila.beltrame@yahoo.com
Figura meramente ilustrativa - Reprodução: Google
Olá queridos leitores. Como passaram a semana? Espero que estejam bem. Eu estou com o coração cheio de alegria por estar aqui novamente.
Hoje quero falar sobre ansiedade. Você ou alguém que conhece já passou por algum momento em trouxe à tona esse sentimento? Pois é. Tenho uma notícia pra você: se já pensa em não ler esse artigo pelo tamanho ou outro motivo já diagnosticado, você sofre de ansiedade.
Ansiedade: substantivo feminino. Grande mal-estar físico e psíquico; aflição; agonia. Desejo veemente e impaciente. Considerada pela medicina como uma condição clínica proveniente de diversos fatores, com consequências sutis e severas ao nosso corpo e mente.
 
Mas, afinal, o que gera ansiedade? O não previsível, a instabilidade, o incerto, a preocupação.
E por falar em preocupação, já parou para pensar no real significado da palavra? “Pré Ocupação”: se ocupar de algo antecipadamente.
O quanto temos nos “Pré Ocupado” com algo? Com a situação de nossa vida e de nossa família nessa pandemia? E mesmo por isso, o quanto temos sofrido com o impacto da ansiedade me nossa saúde?
Eu, enquanto médica, tenho observado uma pandemia paralela ao Covid-19: a pandemia da ansiedade.
 
Como ela tem se manifestado? Te conto nas próximas linhas.
- Alterações do sono (insônia ou hipersonia - excesso de sono);
- Taquicardia, sudorese, mãos frias;
- Falta de ar;
- Déficit de memória e concentração, pensamento acelerado;
- Dificuldade em concluir tarefas;
- Irritabilidade, baixa energia, mau humor;
- Alterações do apetite (excesso ou perda do mesmo) e consequente alterações do peso;
- Sensação de inquietação, pernas agitadas;
- Em casos mais severos: dormência e formigamento de boca e braços, dificuldade de respirar, náusea, boca seca, tontura, sensação de morte eminente, etc.
 
Certamente você já passou por alguma situação que ocasionasse algum dos sintomas acima. Quando isso ocorre de forma temporária, tudo bem. O problema é quando essa situação se torna crônica.
 
E o que podemos fazer para melhorar essa condição? Darei agora algumas dicas práticas e as razões para incluir essas em sua rotina:
- Pratique atividade física: isso libera substâncias em seu corpo que irá lhe proporcionar relaxamento e bem-estar - de forma aguda e mais ainda crônica.
- Alimente-se de forma saudável: o consumo abusivo de alimentos processados e industrializados exigem de seu corpo, promovem estresse oxidativo, agravando sintomas.
- Faça terapia: o autoconhecimento é fundamental para os processamentos de informações e motivos que nos deixam ansiosos. Às vezes, sozinhos, não conseguimos descobrir.
- Pratique técnicas de relaxamento: meditação, yoga, respiração guiada - essas práticas exigem de você um autocontrole, além de fornecerem mais oxigênio ao seu corpo e mente, auxiliando no controle dos sintomas da ansiedade. Acalmam a mente, o coração e o espírito. Mas tenha frequência e disciplina para realizá-las.
- Utilize de aromaterapia ou músicas que você gosta de ouvir para lhe trazer paz ou quietude: são técnicas que causam relaxamento e podem te conectar com você mesmo.
 
Não deixe o monstro da ansiedade te consumir em silêncio. Busque ajuda. E lembre-se que existem alguns desses sintomas que podem ter origem orgânica (doenças pré-existentes, distúrbios hormonais ou ainda déficit de vitaminas e minerais).
Não subestime a ansiedade, ela é discreta, mas os estragos que ela promove em sua vida, não.
Obrigada pela companhia e até breve.


Instagram: @dracamila.beltrame


 



 
*O Brand-News não se responsabiliza por artigos assinados por nossos colaboradores.

Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Precisa de ajuda?
Atendimento
Precisa de ajuda? Fale conosco pelo Whatsapp