01/04/2022 às 15h54min - Atualizada em 01/04/2022 às 15h54min

No dia da mentira, saiba o que ninguém te conta sobre miomas

FONTE E FOTO: MF Assessoria - suportemfassessoria@gmail.com
Reprodução Google - Figura meramente ilustrativa

O ginecologista Dr. Alexandre Silva e Silva discorre sobre curiosidades sobre a doença que são desconhecidas pela maior parte das mulheres
 
Miomas são um tumor benigno que se forma no útero. É um quadro relativamente comum, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), cerca de 80% das mulheres em idade fértil apresentam a condição, sendo ela sintomática ou não.
 
Apesar de não ter uma causa ainda bem definida, miomas, mesmo quando assintomáticos, devem ser acompanhados e seguidos de perto através de exames de imagem anuais. Esse controle permite que o médico consiga perceber se a doença está evoluindo ou se está estável. Nos casos em que a doença evolui e os miomas crescem, um planejamento de tratamento deve ser realizado. Nos casos em que a doença se mantem estável, o seguimento através de exames de imagem anuais é a melhor opção.
 
O Dr. Alexandre Silva e Silva (foto), ginecologista, defende que, mesmo sendo uma condição comum, as informações sobre os miomas ainda não são disseminadas de maneira massiva. “Existem diversos fatos que as pessoas não comentam sobre os miomas e ter esse conhecimento pode auxiliar mulheres a perceberem sintomas e buscarem tratamento adequado”, explica.
 
Entre as características não debatidas sobre os miomas, está, por exemplo, o fato de que é uma doença presente em mulheres com alta predominância estrogênica. “Ou seja, são mulheres com alta produção do hormônio estradiol, o principal hormônio sexual feminino”, pontua o especialista.
 
Uma outra questão que deve ser esclarecida é o fato de que a doença é mais predominante em mulheres afrodescendentes, por razões que ainda desconhecemos e, portanto, essa população deve estar mais atenta em realizar os seus exames anuais.
 
O diagnóstico precoce é fundamental e está diretamente relacionado com a complexidade do tratamento. “Quando a mulher descobre um mioma submucoso (que fica por dentro da cavidade uterina) que mede 2cm, por exemplo, uma histeroscopia cirúrgica é suficiente para o tratamento eficaz e preciso da doença, com uma internação de hospitalar de 6h de duração. Mas se esse mesmo mioma for descoberto já acima dos 4cm, a sua retirada deixa de ser tão simples e pode ser necessária a realização de dois procedimentos cirúrgicos para resolver o problema com eficácia.”
 
Segundo ele, o mioma deve ser tratado e o tratamento varia conforme os sintomas, o tamanho, a localização, sua relação com a cavidade uterina e principalmente de acordo com os desejos e objetivos de cada mulher.
Mulheres com desejo gestacional ou que não querem tirar o seu útero, por qualquer que seja o motivo, tem a opção de passar por um tratamento conservador, desde que passem por um planejamento terapêutico.
Miomas grandes dificultam mas não impossibilitam o tratamento conservador, mas o quanto menores forem, melhores serão os resultados das cirurgias conservadoras. 
 
SOBRE O DR. ALEXANDRE SILVA E SILVA - Formado em 1995 na Faculdade de Ciências Médicas de Santos em medicina, sua especialização é em ginecologia e obstetrícia com treinamento extensivo em Cirurgia Minimamente Invasiva e Cirurgia Robótica. Além disso, Dr. Alexandre possui certificação em cirurgia robótica em 2007 no Hospital Metodista de Houston e certificação em cirurgia robótica single site em 2016 em Atlanta, nos EUA. É mestre em ciências pela Universidade de São Paulo em 2019 e foi pioneiro em cirurgia minimamente invasiva a partir do ano de 1998, dando aulas de vídeo cirurgia desde então.  É referência em vídeo laparoscopia, vídeo histeroscopia e cirurgia robótica.

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