07/02/2022 às 16h44min - Atualizada em 07/02/2022 às 16h44min

Julgamento do ex-companheiro da artista poços-caldense Alessandra Vaz acontece amanhã, 8 de fevereiro

FONTE E FOTOS: Brand-News / Reprodução
Na capa da edição de outubro de 2019, o Jornal Brand-News manifestou solidariedade e carinho à família da artista plástica e estilista Alessandra Vaz, que perdeu a vida juntamente com a amiga Daniela Mousinho, produtora rural, em Nova Friburgo/RJ
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Data vem sendo lembrada nas redes sociais pela irmã Andresa Vaz; feminicídio que vitimou a artista e a amiga Daniela Mousinho ocorreu em outubro de 2019  
 
No dia 7 de outubro de 2019, a artista plástica poços-caldense Alessandra Vaz, de 47 anos, teve 80% do corpo queimado após ser trancada em casa, incendiada pelo ex-companheiro Rodrigo Alves Marotti, em Nova Friburgo (RJ). Morreu na tarde de 11 de outubro do mesmo ano, em um hospital particular da cidade. A amiga que estava com ela, a produtora rural Daniela Mousinho, veio a óbito na quarta, dia 9. Réu confesso, Rodrigo será julgado nesta terça-feira, 8 de fevereiro, a partir das 10h30, no Fórum de Nova Friburgo.
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A data vem sendo lembrada nas redes sociais ao longo do último mês pela irmã de Alessandra, Andresa Vaz. Nos posts publicados diariamente, ela procura engajar os amigos e conhecidos na luta por justiça, pedindo para que compartilhem o conteúdo. “Marquem pessoas e páginas que possam nos ajudar nessa causa. A intenção é fazer com que a notícia do julgamento chegue ao maior número de pessoas, a fim de que possam sentir nossa comoção quanto a essas grandes perdas e se solidarizarem nessa luta”, escreveu. “Sabemos que a Justiça opera de acordo com suas demandas, e por esse motivo a demora se alongou, afinal, esperamos há mais de 2 anos por esse dia. Pena máxima para Rodrigo Marotti. Nem uma mulher a menos.”
 
Recentemente a luta de Andresa ganhou o apoio da Associação Ambiental Cultivar, que publicou nas redes sociais um post intitulado “Programa de Defesa e Valorização das Mulheres”. Nele, manifesta sua luta em favor do combate ao feminicídio, lembrando que a violência contra a mulher é algo calado, silencioso, perigoso. “Para a mãe, Sandra, e a irmã, Andresa, resta apenas a aplicação da pena judicial, pois nada repara a perda. Para nós, de um programa que defende e valoriza a mulher, combatendo a violência doméstica, resta-nos a luta cotidiana do não aceitamento de qualquer forma de desrespeito à vida - com o respeito a cada família vítima”, diz o texto.
 
“Eu só tenho a agradecer ao universo por ter tido uma irmã tão maravilhosa, vivemos intensos 43 anos juntas e inseparáveis. Espero que o feminicídio diminua cada vez mais e que as mulheres sejam respeitadas e vistas como um ser humano e não como o sexo frágil, como um objeto ou uma posse. Eu sonho com o dia em que não veremos mais notícias ruins como a sua partida”, escreveu Andresa.


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