03/02/2022 às 15h33min - Atualizada em 03/02/2022 às 15h33min

Ejef celebra acordos que exaltam tradição literária de Minas

FONTE: Diretoria Executiva de Comunicação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais - FOTO: Cecília Pederzoli
As parcerias permitirão a renovação do projeto Vozes Poéticas e a reedição de obras de dois grandes juristas e escritores mineiros
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Parcerias reúnem Associação dos Magistrados Mineiros e Academia Mineira de Letras
 
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), assinou, nesta quarta-feira (2/2), três acordos de cooperação técnica que exaltam a tradição literária de Minas e a memória de dois grandes juristas do estado. As parcerias envolvem a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) e a Academia Mineira de Letras (AML).
A solenidade de assinatura dos convênios, conduzida pelo 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Tiago Pinto, contou com as presenças do 1º vice-presidente, desembargador José Flávio de Almeida; do corregedor-geral de Justiça, desembargador Agostinho Gomes de Azevedo; do presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos; e do presidente da AML, Rogério Faria Tavares, entre outros.
 
LIVROS E PODCASTS - Um dos convênios celebrados prevê a reedição, em parceria com a Amagis, do livro “Memórias do juiz mais antigo do Brasil”, obra de quatro volumes de autoria do escritor, jurista e magistrado mineiro Hermenegildo Rodrigues de Barros. Editada originalmente pela Imprensa Nacional, em 1942, a obra teve, na época, apenas uma edição limitada de 500 exemplares, dos quais um se encontra na coleção de obras raras do TJMG.
Fruto de parceria entre a Ejef, a Amagis e a Academia Mineira de Letras, outro acordo de cooperação celebrado nesta quarta-feira tem por objetivo a edição de obra compilando quatro romances do também magistrado e escritor mineiro José Godofredo de Moura Rangel. São eles: “Vida ociosa”, “Falange gloriosa”, “Os bem-casados” e “A filha”.
Também nesta quarta-feira, foi renovada parceria entre a escola judicial e a Academia Mineira de Letras para a realização da segunda temporada do projeto Vozes Poéticas. A iniciativa surgiu para valorizar a produção poética mineira, resgatando o legado de autores que honraram as melhores tradições literárias de Minas.
Por meio da produção de podcasts que oferecem a leitura de obras de grandes poetas mineiros, a iniciativa tem permitido o entrelaçamento entre memória, história, educação e formação. Nessa segunda fase, que estreia em março, serão destacados oito poetas: Alphonsus de Guimaraens Filho; Emílio Moura; Belmiro Braga; Édison Moreira; Elizabeth Rennó; Yeda Prates Bernis; Maria José de Queiroz; e Maria Esther Maciel.
 
COMEMORAÇÃO TRÍPLICE - “Este é um momento de comemoração tríplice. É muito importante trazer a cultura para dentro do ambiente judiciário. Essas iniciativas aumentam a percepção humanística do juiz e elevam a memória de grandes magistrados, para que não se perca. São projetos que trazem um importante sentimento de preservação e de cultura, e que vão ao encontro dos ideais da Ejef”, afirmou o desembargador Tiago Pinto.
O 2º vice-presidente ressaltou que a programação da escola judicial está sendo incrementada com esses cortes culturais, a partir de iniciativas que saem do foco específico da educação e percorrem caminhos mais humanos. “O juiz lida no ambiente humano, e ele aplica conhecimentos humanos. Por isso é importante levar essas histórias a eles. O homem vive de memória, e somos nós quem fazemos a história, que não podemos perder por falta de registro”, acrescentou o desembargador.

Diante dos três convênios celebrados, o 1º vice-presidente, desembargador José Flávio de Almeida, destacou que o momento era, sobretudo, de profunda gratidão.
O presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, afirmou que “as obras que estão sendo reeditadas por meio dos acordos são de pessoas altamente sensíveis, que formaram a cultura jurídica do Brasil”.
O desembargador Alberto Diniz, ex-presidente da Amagis, ressaltou que a entidade sempre acalentou o sonho de publicar e divulgar a obra de grandes magistrados e que, por isso, os acordos celebrados nesta quarta-feira eram a materialização de um antigo desejo.

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