28/01/2022 às 16h02min - Atualizada em 28/01/2022 às 16h02min

Entenda o que muda com o novo Ensino Médio em 2022

FONTE: Assessoria de Imprensa do Instituto Presbiteriano Mackenzie - FOTO: Reprodução Google
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Para professor do Mackenzie, o novo ensino médio priorizará o desenvolvimento de acordo com as aptidões dos alunos e ainda poderá amenizar as desigualdades de aprendizado
 
Neste ano terá início uma mudança no modelo de aprendizado do Ensino Médio, que será reformulado com nova carga horária e matriz curricular voltada para os interesses pessoais e profissionais de cada aluno. Este formato deve ser adotado em escolas de todo o país. No estado de São Paulo, já há uma variedade de itinerários formativos à disposição dos estudantes.
O aluno poderá, a partir de então, escolher as disciplinas que irá cursar de acordo com seus anseios profissionais e afinidades. Entretanto, há algumas regras na organização curricular. Língua portuguesa e matemática serão matérias obrigatórias durante os três anos de ensino, compondo a formação geral básica.
Já nos componentes itinerários, as disciplinas serão divididas em quatro áreas de conhecimento: Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, e Matemática e suas Tecnologias. A carga horária de aulas será alterada de 800 para 1000 horas anuais.

De acordo com Rogério Tognetti, coordenador do Ensino Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie (CPM), o Ensino Médio antigo era mais pautado em transmitir uma vasta quantidade de conteúdos, do que os desenvolvimentos de Competências e Habilidades. Segundo ele, todos os alunos eram obrigados a cursar todas as disciplinas contidas na Matriz Curricular, o que gerava diversos problemas de aprendizagem para alunos com baixo interesse em uma determinada área do conhecimento.
“Vejo que as principais mudanças estão relacionadas à possibilidade de escolhas dos itinerários formativos pelos alunos, trazendo mais interesse e dedicação nos estudos. Além disso, o protagonismo estudantil está presente nos desenvolvimentos dos projetos, que estão focados nos desenvolvimentos das habilidades constantes. É o famoso aprender na prática”, afirma o coordenador.
 
Tognetti acredita que o ensino técnico ganhará muita força a partir da implementação do Novo Ensino Médio, pois a oferta será maior. Ele afirma ainda que o preparo para o ingresso no ensino superior será a prioridade neste novo formato. “Nossos jovens ingressarão nas universidades mais maduros, com vivências diferenciadas em todas as áreas do conhecimento, o que propiciará vestibulandos com maior potencial na realização dos projetos futuros”, complementa.
 
Como ponto negativo, o coordenador diz enxergar apenas um, relacionado a formação dos educadores, uma vez que os cursos de licenciatura não formaram profissionais com as características necessárias para essa nova realidade. Sendo assim, é necessário que as redes de ensino providenciem formações adequadas o mais rapidamente possível.
 
Sobre a possibilidade de redução nas diferenças sociais no aprendizado dos estudantes, o coordenador diz: “Eu acredito que o modelo possa sim reduzir as diferenças sociais, mas para isso a rede pública de todos os Estados deve se organizar, ofertando itinerários formativos atrativos aos alunos. Se isso não ocorrer, a diferença social poderá aumentar”.
 
Por fim, ele aconselha os pais a não pressionarem os alunos logo nos primeiros meses. A cobrança deve estar relacionada a dedicação, cumprimentos dos estudos e tarefas, mas dar tempo para que o adolescente tenha a certeza de que fez a escolha correta. Assim, essa experimentação ajudará na escolha mais assertiva de uma carreira, minimizando a troca de cursos no Ensino Superior.

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