20/01/2022 às 16h42min - Atualizada em 20/01/2022 às 16h42min

Dia Mundial do Queijo

FONTE: Assessoria de Comunicação - Emater-MG - FOTOS: Divulgação/Reprodução Google
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No dia 20 de janeiro é comemorado o Dia Mundial do Queijo. Data importante para os mineiros devido à tradição de Minas Gerais em produzir queijos de qualidade. A iguaria é um dos principais produtos do Estado, gerando renda, emprego e estimulando o turismo associado à gastronomia. Sabendo da relevância da atividade, a Emater-MG tem atuado para o fortalecer o segmento.
 
Minas Gerais produz diversos tipos de queijo, oferecendo inúmeras opções para os consumidores. Aqui, os admiradores dessa iguaria encontram desde queijos produzidos com leite pasteurizado, como o Queijo Minas Frescal, Queijo Minas Padrão e o Provolone, até aqueles fabricados com leite cru. De acordo com o Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), do volume de 1,2 milhão de toneladas de queijo produzidas no Brasil, em 2020, cerca de 40% do total tem Minas Gerais como origem. As exportações brasileiras do produto, no mesmo ano, alcançaram a receita de 76 milhões de dólares.
 
Levantamento feito pelo Sistema Safra Agroindústria da Emater-MG demonstra a importância da atividade para o Estado. Segundo dados de 2021, do total de estabelecimentos agroindustriais de leite e derivados no estado, 92,6% pertencem à agricultura familiar.
 
Para se ter uma ideia, são 2,3 mil agroindústrias familiares de Queijo Minas Frescal, mais 927 de Queijo Muçarela e cerca de 400 unidades de processamento de Queijo Minas Padrão. Em se tratando de queijos artesanais, a produção mineira das queijarias familiares é também bastante expressiva. O número de agroindústrias de Queijo Minas Artesanal é de 3,3 mil. São 600 unidades de processamento de Requeijão Moreno e cerca de 570 de Queijo da Serra Geral.
 
"O queijo é um alimento de riquíssimo valor cultural, nutricional e afetivo, principalmente para os mineiros. Muitos de nós temos na família alguém que está ligado à atividade queijeira", diz o assistente técnico em Ciência e Tecnologia da Emater-MG, Erik Flores Fernandes
 
QUEIJO MINAS ARTESANAL - Minas Gerais possui oito regiões caracterizadas como produtoras de Queijo Minas Artesanal: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro, Triângulo Mineiro e Serras da Ibitipoca. A caracterização e o reconhecimento das regiões são respaldados por estudos que avaliam o processo de fabricação e as características peculiares do local de origem, como a história, a economia, a cultura, relevo, altitude, vegetação, o clima, entre outros.
 
"O Queijo Minas Artesanal é a preservação de uma tradição de séculos de existência. Aliado à essa história, este produto representa a principal renda ou a complementação dos produtores. O queijo é uma alternativa à venda do leite para muitos deles, possibilitando a agregação de valor. O que se observa nas microrregiões produtoras de Queijo Minas Artesanal é a transferência do 'saber fazer' essa iguaria de pais para filhos, permitindo a manutenção da tradição", afirma Fernanda Quadros, engenheira de alimentos da Emater-MG.
 
A Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), orienta os produtores sobre adequações das queijarias, currais e anexos, obtenção higiênica do leite, tratamento de água, controle sanitário do rebanho, boas práticas agropecuárias, boas práticas de fabricação, dando suporte técnico para que o produtor atenda às exigências da legislação vigente. A empresa também exerce um papel importante na mobilização e organização dos produtores.
 
Anualmente, a Emater-MG e a Seapa promovem o Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal, com os objetivos de valorizar e divulgar uma das mais tradicionais iguarias de Minas Gerais. Os competidores são selecionados após participarem das disputas municipais e regionais. Na edição de 2021, o vencedor foi o queijo Jacuba, produzido por Maria Teresa Viana Boari, do município de Coronel Xavier Chaves, na região do Campo das Vertentes. Desde o início, a produtora foi orientada pela Emater-MG, o que contribui para a produção de um queijo de qualidade.
 
SUCESSO INTERNACIONAL - Nos últimos anos, os queijos mineiros também têm sido valorizados no mundo. Na edição de 2021 do Araxá International Cheese Awards, os queijos de Minas Gerais faturaram 69 medalhas, entre ouro, prata e bronze. Foi o estado brasileiro com o maior número de premiações, seguido por São Paulo, com 16 medalhas.
A disputa, realizada em Araxá, região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, teve a participação de mais de 800 queijos mineiros, nacionais e de outros países.
O Governo de Minas apoiou, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e suas vinculadas (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).
 
TURISMO RURAL E GASTRONOMIA - Um exemplo que reúne turismo e gastronomia é a Rota do Queijo Artesanal do Triângulo Mineiro. Criada recentemente, a ideia é estimular o turismo rural associado à gastronomia e, principalmente, divulgar o queijo produzido na região. A rota é formada por quatro fazendas localizadas em três municípios. São elas: Fazenda Retiro Velho, em Araguari; Fazenda São José do Paranaíba, em Tupaciguara; Fazenda Aprazível e Fazenda Rio das Pedras, em Uberlândia. As queijarias possuem o registro de inspeção do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) ou do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A iniciativa é resultado de um trabalho entre a Emater-MG, as famílias produtoras e a Associação de Produtores de Queijo Minas Artesanal do Triângulo (AQMATRI).
 
A rota do queijo leva à queijaria Ouro das Gerais. Ela possui o Selo Arte concedido pelo IMA e já ganhou a medalha de Prata no Concurso Mundial do Queijo em 2019 - evento realizado na França.
A fazenda é conduzida pela veterinária e produtora Walkíria Naves e seu esposo, Gilmar. Os filhos do casal, Matheus e Thiago, estudantes de Zootecnia e Administração, ajudam na atividade que eles pretendem dar continuidade no futuro. O rebanho da propriedade é de gado Jersey, com alimentação a pasto. A produção mensal é de 1,5 mil quilos de queijo, que é comercializada em diversos estados, como Espírito Santo, Goiás, Paraná e São Paulo.
 
Na Fazenda Rio das Pedras, em Uberlândia, a produção de queijo foi passada de geração em geração. Dona Inêz Gomes conta que a sua avó e sua mãe produziam esta que é uma das iguarias mais conhecidas de Minas Gerais. Na propriedade são produzidos Queijo Frescal. A produção da Queijaria Gomes é comercializada, principalmente, em Uberlândia. Mas uma parte do que é produzido é vendida nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Com a Rota do Queijo Artesanal do Triângulo Mineiro, segundo dona Inêz, as expectativas para a atividade são as melhores. "A gente acha que vai trazer mais pessoas para conhecerem as propriedades, como é feito o queijo. Vai ser bom para todo mundo", diz a produtora.

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